Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
O promotor de justiça Ramon Lopes Neto, responsável pela investigação, ouviu testemunhas que confirmaram a ocorrência de agressões físicas e psicológicas no Centro de Atendimento à Criança e Adolescente Vitimizado (CACAVE). O Ministério Público (MP) atrásra analisa os depoimentos para decidir os próximos passos, que incluem uma possível ação civil pública.
Depoimentos Reveladores
Durante a audiência, crianças, adolescentes e estagiários que passaram pelo CACAVE prestaram depoimento. Parte dessas testemunhas confirmou as suspeitas de violência física e psicológica dentro da unidade de acolhimento. Os depoimentos detalharam os incidentes, mas o promotor optou por não divulgar informações específicas no momento, a fim de preservar a integridade da investigação.
Próximos Passos do Ministério Público
O MP pretende estudar cuidadosamente as provas coletadas e, nos próximos dias, deve ingressar com uma ação civil pública com base nos fatos confirmados. A antecipação da oitiva das testemunhas teve como objetivo evitar a evasão de crianças do CACAVE ou a perda de contato com a cidade, garantindo a produção antecipada de provas para a ação principal.
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O Caso CACAVE
O CACAVE, que atualmente abriga 35 internos com idades entre 2 e 17 anos, está sob investigação por suspeitas de maus-tratos físicos e psicológicos aos menores. O MP chegou a solicitar o afastamento provisório da direção da entidade, mas o pedido foi negado pela Justiça. A Prefeitura, responsável pelo CACAVE, informou que não se manifestará sobre o assunto.
O Ministério Público segue com a análise das informações para dar prosseguimento ao caso.