Especialistas em meio ambiente afirmam que muitas áreas ainda não se recuperaram da estiagem de 2014; ouça no ‘Giro do Agro’
Prejuízos Devastadores
As recentes queimadas no interior do estado estão causando prejuízos significativos aos agricultores, com perdas que ainda estão sendo contabilizadas. A estiagem prolongada, uma das mais intensas dos últimos anos, atingiu duramente o agronegócio brasileiro, deixando um rastro de destruição.
Recuperação Lenta e Custos Elevados
A recuperação das áreas afetadas é um processo lento e custoso. Especialistas em meio ambiente alertam que muitas regiões ainda não se recuperaram totalmente das queimadas de 2014, e os eventos recentes agravam a situação. O fogo reduz a capacidade de absorção de água do solo, causando ressecamento e afetando diretamente a produção de cana-de-açúcar, café, milho, soja e hortaliças. O preparo do solo para o próximo plantio exigirá investimentos cada vez maiores.
Impactos Ambientais e Sociais
Os prejuízos vão além do âmbito financeiro. A destruição de áreas de cerrado, de preservação permanente e matas ciliares afeta o meio ambiente e a biodiversidade. O professor Marcelo Pereira, especialista em política ambiental da USP, destaca que a redução da cobertura vegetal compromete a umidade e a qualidade do ar, resultando em menor precipitação pluviométrica. A combinação de perdas econômicas e danos ambientais representa um desafio imenso para a região.
A situação exige ações urgentes para mitigar os impactos das queimadas e promover a recuperação ambiental. A longo prazo, a sustentabilidade do agronegócio e a preservação dos recursos naturais são fundamentais para garantir a segurança alimentar e o bem-estar da população.