Para amenizar o problema, os empresários estão investindo em câmeras de monitoramento e dispositivos de rastreamento
O trabalho no campo, outrora sinônimo de tranquilidade, tornou-se cenário de crimes como furtos e roubos de maquinários agrícolas. Regiões como Jaboticatubas, Taquaritinga, Guariba e Dobrada, entre outras, têm sofrido com essa onda de violência.
Assaltos em plena luz do dia
A insegurança não se limita à noite. Produtores e funcionários são vítimas de assaltos durante o dia, enquanto trabalham na lavoura. José Antônio Rosato Jr., conselheiro da Sossecana, relata que os roubos se intensificaram, ocorrendo em plena atividade agrícola. Máquinas e implementos são levados após os trabalhadores serem abordados e, em alguns casos, até sequestrados por curtos períodos.
Aumento da violência e impacto na mão de obra
O agricultor Lincoln Arruda teve três tratores roubados em apenas dois meses. Os criminosos, geralmente armados, abordam os tratores, levam os operadores para locais distantes e fogem com os equipamentos. A recuperação dos veículos nem sempre é possível, e a situação tem gerado um clima de medo e insegurança entre os trabalhadores rurais. Há casos de funcionários que pedem para morar na cidade, mesmo tendo trabalhado por anos nas propriedades, devido ao medo.
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Tecnologia e segurança como alternativas
Diante da ineficiência, em alguns casos, da ação policial, agricultores buscam soluções tecnológicas. A instalação de câmeras de segurança e rastreadores em máquinas agrícolas tem se tornado uma medida preventiva. A Sossecana, com o apoio do sindicato rural, trabalha em um programa para incentivar o uso desses recursos. Além disso, a revisão de medidas básicas de segurança, tanto para áreas rurais quanto urbanas, é recomendada. A Secretaria de Segurança Pública afirma realizar ações constantes nas áreas rurais, com resultados positivos como a recuperação de sete veículos em outubro. A Polícia Militar também realiza patrulhamento preventivo, reforçando a importância do registro de ocorrências.
A situação expõe a vulnerabilidade do trabalhador rural e a necessidade de ações conjuntas entre agricultores, órgãos de segurança e poder público para garantir a segurança no campo e coibir a criminalidade.



