José Carlos de Lima Junior disserta, na coluna ‘CBN Agronegócio’, sobre o agro e compara com a indústria, que está em baixa
Agronegócio como pilar da economia brasileira
Em momentos de crise econômica, como a pandemia de Covid-19, o agronegócio brasileiro demonstrou sua força e importância. Enquanto outros setores, como a indústria, sofreram enfraquecimento, o agro se manteve firme, contribuindo significativamente para o PIB e gerando empregos. Essa situação, embora positiva para o agro, também revela a fragilidade de outros setores econômicos essenciais para o desenvolvimento do país.
Desindustrialização e o impacto na economia
A indústria brasileira, assim como em outras partes do mundo, vem passando por um processo de desindustrialização desde o início dos anos 2000. Um dos fatores que contribuíram para essa situação foi a valorização do real, tornando mais vantajoso importar produtos do que produzi-los internamente. A migração da indústria para países asiáticos, principalmente a China, também agravou o problema. Essa realidade deixa o Brasil dependente de fornecedores internacionais e prejudica o desenvolvimento tecnológico nacional.
Agro como destaque e a necessidade de diversificação
Em meio a esse cenário desafiador, o agronegócio se destaca como o setor que mais gera receita para o país, superando as expectativas e contribuindo para evitar uma queda mais acentuada no PIB. No entanto, a dependência excessiva de um único setor traz riscos à economia. É fundamental investir em políticas públicas que promovam a diversificação econômica, impulsionando outros setores e reduzindo a vulnerabilidade do Brasil a crises externas. O desenvolvimento da indústria nacional é crucial para agregar valor à produção agropecuária e fortalecer a economia como um todo.
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O agronegócio tem demonstrado resiliência e capacidade de crescimento, mas o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil requer um olhar atento para a diversificação e fortalecimento de todos os seus setores. A recuperação da indústria é um passo fundamental para um crescimento econômico mais equilibrado e menos dependente de um único pilar.