Vice-presidente de comitê, Paulo Finotti falou à CBN Ribeirão
Paulo Finotti, vice-presidente do Comitê da Bacia do Rio Pardo, Água do Rio Pardo poderá ser, comentou sobre um estudo da Cetesb que indica que as águas do Rio Pardo estão aptas para consumo humano, desde que submetidas a tratamento adequado.
Segundo Finotti, a Agência Nacional de Águas (ANA) em Brasília alertou que o aquífero local está sendo exaurido, e a partir de 2015, a água do Rio Pardo poderia ser utilizada para consumo humano. O Comitê da Bacia abrange 23 municípios, dos quais apenas três ainda não possuem tratamento de esgoto: São José do Rio Pardo, Jardinópolis e Serrana.
“Jardinópolis já firmou convênio com o Estado de São Paulo e recebeu verba entre 120 e 140 milhões para construção da estação de tratamento. Serrana está desenvolvendo um projeto e em breve também terá sua estação.”
Finotti destacou que São José do Rio Pardo enfrenta dificuldades para implantar uma estação de tratamento devido à localização do rio em área urbana. Ele afirmou que a qualidade da água do Rio Pardo melhorou significativamente, mas a principal preocupação são os resíduos químicos, especialmente agrotóxicos provenientes das lavouras de cana-de-açúcar.
“Como não existe mata ciliar ao longo das margens do rio, os produtos químicos acabam sendo levados para as águas do Rio Pardo.”
Ele explicou que existem projetos para a recuperação da mata ciliar no Rio Pardo e seus afluentes, mas o processo é lento. Além disso, ressaltou a importância de práticas agrícolas que minimizem o deslocamento de agrotóxicos para os cursos d’água, como o plantio em leiras.
Outro desafio mencionado é a distância entre a área urbana de São José do Rio Pardo e o local onde a água pode ser captada, o que torna o tratamento e o transporte da água mais complexos.
“Não se trata apenas da eliminação de produtos orgânicos, mas também dos compostos clorados presentes na maioria dos agrotóxicos, que causam problemas à saúde.”
Finotti também criticou a situação da empresa pública responsável pelo abastecimento de água, a Erpa, que segundo ele está em situação precária.
“Sou favorável à gestão pública da água, pois é um recurso de valor incalculável, mas o setor público está falido. Já pedi intervenção na Erpa, pois ela não está conseguindo manter o serviço.”



