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Ah… Como é doce a voz de Tom Jobim! Vamos aproveitar uma canção para aprender português?

O tema da vez é a regência do verbo 'assistir', afinal de contas, assistimos 'o jogo' ou 'ao jogo'? Lígia Boareto explica!
Aprender português
O tema da vez é a regência do verbo 'assistir', afinal de contas, assistimos 'o jogo' ou 'ao jogo'? Lígia Boareto explica!

O tema da vez é a regência do verbo ‘assistir’, afinal de contas, assistimos ‘o jogo’ ou ‘ao jogo’? Lígia Boareto explica!

O programa CBN Papo Certo discutiu as diferentes regências do verbo “assistir”, tema sugerido pela ouvinte Luara Galacho. A discussão focou em três principais regências, esclarecendo seu significado e uso correto.

Assistência versus Presença: A Importância da Preposição

A primeira distinção abordada foi entre o sentido de “assistir” como ajudar, prestar assistência (transitivo direto), e o sentido de “ver”, “presenciar” (transitivo indireto). No primeiro caso, o verbo não leva preposição: “Luara assistiu o debate” significa que ela auxiliou na sua preparação. Já para indicar que Luara apenas assistiu ao debate, a preposição “a” é obrigatória: “Luara assistiu ao debate”. A inclusão de “a” transforma a regência, indicando a ação de presenciar o evento. A crase (“ao”) é utilizada quando a preposição “a” se junta ao artigo definido feminino “a” ou ao pronome demonstrativo “a”.

Residência: Um Sentido Menos Comum

O programa também mencionou o uso menos frequente de “assistir” com o sentido de “morar”, “residir”. Neste caso, o verbo é intransitivo e rege a preposição “em”: “Assisto em Ribeirão Preto”. Esse sentido, embora menos comum no cotidiano, aparece em contextos poéticos, como na música de Tom Jobim, “Ana Luísa”, onde “assistir” significa “residir”.

Linguagem Coloquial versus Norma Culta

Por fim, os apresentadores destacaram a diferença entre a linguagem coloquial e a norma culta. Na linguagem informal, é comum o uso incorreto do verbo “assistir” sem a preposição “a”, mesmo quando o sentido é de “ver” ou “presenciar”. Embora aceito na conversa do dia a dia, esse uso incorreto deve ser evitado em contextos formais, como provas de vestibular e concursos públicos, onde a regência verbal é frequentemente cobrada.

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