Ferramentas de inteligência artificial generativa tornaram a produção de textos, imagens e vídeos mais rápida e barata. Mas essa facilidade também impulsionou a criação em massa de conteúdos superficiais, repetitivos e pouco confiáveis, fenômeno conhecido como AI slop. Em entrevista ao Conexão CBN, a especialista em redes sociais Patrícia Lima explicou que o termo se refere a materiais feitos exclusivamente por IA, sem supervisão humana, com foco em cliques e engajamento.
Segundo ela, esse tipo de conteúdo costuma ser produzido em grande volume, apresenta erros, informações duvidosas e apelo sensacionalista. A lógica é gerar tráfego rápido, muitas vezes com uso de robôs e estratégias automatizadas. Plataformas como o YouTube já anunciaram medidas para remover materiais desse tipo, enquanto outras redes adotam rótulos, marcações invisíveis e monitoramento de padrões de postagem para tentar conter a disseminação.
Patrícia destaca que o problema é ampliado pelo próprio funcionamento da IA, que se alimenta de grandes bases de dados. Quando há excesso de conteúdo raso ou falso circulando, isso pode influenciar futuras produções automatizadas. Apesar de existirem ferramentas para identificar textos e imagens gerados por IA, nenhuma é totalmente eficaz. Para a especialista, o letramento digital e o senso crítico seguem sendo as principais defesas contra desinformação e golpes online.
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