Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti
A psicóloga Dani L. Zeote conversou com a CBN Ribeirão sobre o medo de agulhas, também conhecido como aicmofobia. Cerca de 10% da população sofre com esse medo, que pode impactar a vacinação contra a Covid-19.
Aicmofobia: Um medo que pode impactar a saúde
O medo de agulhas pode se manifestar como uma fobia, causando reações como náuseas, vômitos, tonturas, taquicardia e sudorese. Para indivíduos com diabetes, que necessitam de injeções de insulina, esse medo representa um desafio diário. No contexto da pandemia, o medo de agulhas se soma ao receio da vacinação, dificultando a imunização da população.
Causas e tratamento da aicmofobia
A origem da aicmofobia pode estar relacionada a experiências traumáticas na infância, como picadas dolorosas ou vacinação. O medo, muitas vezes, é irreal em relação ao perigo real da agulha. O primeiro passo para o tratamento é o reconhecimento do medo e a conversa com pessoas de confiança. A psicoterapia, a terapia cognitivo-comportamental e a realidade virtual são recursos eficazes no tratamento da aicmofobia, auxiliando na dessensibilização.
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Superando o medo: Racionalização e apoio
Lidar com o medo de agulhas requer racionalização, focando nos benefícios da vacinação e dos exames médicos. Pensar no bem-estar próprio e no coletivo, protegendo aqueles que amamos, pode fortalecer a decisão de superar a fobia. A superação traz uma sensação de bem-estar e libera neurotransmissores como serotonina, dopamina, ocitocina e endorfina. Em casos mais graves, a ajuda profissional é fundamental, garantindo um tratamento adequado e a remissão dos sintomas.