Anvisa aprovou o uso de alguns medicamentos para tratamento da doença em pacientes com quadro leve e moderado
Nesta semana, a Anvisa autorizou o uso emergencial de um coquetel contra o coronavírus para pacientes com sintomas leves e moderados da Covid-19. O medicamento, composto por dois anticorpos monoclonais (casirivimab e imdevimab), é direcionado para uso hospitalar e não está disponível comercialmente.
Como age o coquetel?
O coquetel atua bloqueando a entrada do vírus nas células, impedindo sua propagação. Embora promissor, estudos demonstram que sua eficácia pode variar, e ele pode não ser tão eficaz contra todas as variantes do vírus, como a P1 (brasileira). A aprovação da Anvisa indica que o medicamento passou por testes de segurança e eficácia, mas é importante ressaltar que se trata de um tratamento experimental.
Custo e acesso
O alto custo do coquetel, devido à proteção patentária, representa um desafio para sua ampla distribuição na rede pública. A negociação de preços com o Ministério da Saúde será crucial para garantir o acesso a esse medicamento. Vale destacar que, diferentemente de medicamentos como cloroquina e ivermectina, este coquetel passou por rigorosos testes de segurança e eficácia pela Anvisa, antes de sua aprovação.
Leia também
Considerações finais
A aprovação do coquetel representa mais uma ferramenta no combate à Covid-19, mas sua utilização deve ser feita sob supervisão médica em ambiente hospitalar. É fundamental que a população compreenda a importância da aprovação da Anvisa e a diferença entre medicamentos comprovadamente eficazes e aqueles sem comprovação científica.



