Rodrigo Stabeli lembra que muitas pessoas são expostas a situações de contágio como no transporte público
O governo de São Paulo anunciou medidas mais rígidas para combater o avanço da pandemia de COVID-19 no estado. O objetivo é frear o aumento de casos, reduzir internações e evitar o colapso do sistema de saúde.
Restrições de circulação noturna
As restrições devem limitar a circulação de pessoas em algumas regiões durante a noite, funcionando como um toque de recolher. A intenção é evitar aglomerações em bares e restaurantes. Cidades como Taquaritinga e Campinas já adotaram medidas semelhantes.
Necessidade de medidas abrangentes
Segundo o diretor da Fiocruz, Rodrigo Stable, restrições de circulação noturna, isoladamente, não são eficazes. A pressão sobre o sistema de saúde no interior de São Paulo está em nível crítico. Medidas complementares são necessárias, como o uso de máscaras, distanciamento físico e restrições de trabalho. A variante brasileira P1, mais transmissível, agrava a situação.
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Ações mais restritivas e a variante P1
Stable defende medidas mais restritivas em locais com confirmação da variante P1, idealmente estendidas a todo o estado. A combinação da variante com alta pressão hospitalar exige restrições também durante o dia, especialmente em cidades menores onde a população já está mais em casa à noite. A falta de coordenação do governo federal dificulta a adoção de medidas mais eficazes pelos estados e municípios, criando um estresse econômico e de saúde pública.
Ações mais restritivas por um período curto, combinadas com outras medidas, podem mitigar a transmissão do vírus e levar a uma recuperação econômica mais rápida. A Fiocruz ressalta a importância do isolamento social para proteger a saúde e a economia.


