Os alagamentos têm se repetido com frequência em Ribeirão Preto (SP) e provocado prejuízos a moradores e comerciantes, principalmente em pontos da zona Norte, como a avenida Marechal Costa e Silva e a Via Norte. Motoristas relatam atrasos, veículos danificados e risco ao atravessar trechos onde a água sobe rapidamente após as chuvas.
Além dos transtornos no trânsito, o problema também tem impacto ambiental. Nas margens do córrego Tanquinho, que cruza as zonas leste e norte da cidade, o acúmulo de lixo é visível e contribui para o entupimento de galerias e bocas de lobo, dificultando o escoamento da água.
Pontos críticos
Na Costa e Silva, uma van escolar ficou parada em meio ao alagamento neste mês. O veículo, que transportava crianças, precisou ser arrastado por um trator de um comerciante. Apesar do susto, todos desceram em segurança.
Empresários da região relatam prejuízos recorrentes. “Funcionário meu atrasou, eu mesmo atrasei para abrir a empresa porque não conseguia passar com o carro”, afirmou o empresário Guilherme Traldi. Ele diz que, sempre que chove, a via é parcialmente interditada e o fluxo de veículos fica comprometido.
Descarte irregular
No trecho final do córrego Tanquinho, perto da Costa e Silva, o cenário é de grande volume de lixo. Sacolas, isopor, móveis, sofás e garrafas pet são encontrados às margens do curso d’água, agravando o risco de entupimento da tubulação e de novos alagamentos. Na Via Norte, próximo à entrada do Simioni, a água chega a cobrir as rodas dos carros.
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Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que realiza limpeza preventiva diária de bocas de lobo, galerias de águas pluviais e drenagem das vias, além de colaborar com a atualização do sistema de drenagem prevista no novo plano de saneamento básico.



