Engenheiro Anderson Manzoli aponta que a infraestrutura dos municípios não evoluíram com o crescimento populacional. Ouça!
Os temporais recentes em Ribeirão Preto expuseram a fragilidade da infraestrutura urbana da cidade, com diversos pontos de alagamento em importantes vias como a Avenida Dom Pedro, Anel Viário Sul, Avenida Antônio e Helena Zerrener e Avenida do Café. A situação levanta questionamentos sobre o planejamento urbano e a capacidade da cidade de lidar com eventos climáticos extremos.
Crescimento Urbano Desordenado e Falta de Planejamento
Segundo Thiago Caldeira, da Defesa Civil, o problema é agravado pelo crescimento desordenado da cidade, a falta de planejamento no uso e ocupação do solo, a degradação ambiental e as mudanças climáticas. Toneladas de lixo obstruindo bocas de lobo e margens de rios, além da retirada de vegetação, contribuem para o acúmulo de água. O engenheiro Anderson Manzoli destaca que a infraestrutura atual é insuficiente para o volume de chuva e a área impermeabilizada da cidade, resultado de um crescimento urbano que não foi acompanhado por investimentos proporcionais em infraestrutura.
Prejuízos e Medidas Preventivas
Os alagamentos causam prejuízos econômicos, sociais e materiais significativos, além de riscos à saúde pública. Manzoli argumenta que a solução passa por um planejamento urbano mais eficiente, com obras de infraestrutura adequadas à realidade atual, incluindo sistemas de drenagem mais robustos e um controle mais rígido da impermeabilização do solo. Ele enfatiza a necessidade de análises pontuais em locais críticos, considerando as particularidades de cada ponto de alagamento.
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Ações da Prefeitura e Responsabilidade Compartilhada
A Prefeitura de Ribeirão Preto afirma estar realizando obras de melhoria na drenagem em diversos pontos da cidade, como na Avenida Paschoal Inocêncio, Avenida 9 de Julho, Avenida Tomás Alberto Otaly, Avenida Brasil, Avenida João Fiúsa, Avenida de Atencia, duplicação da Delmo Perdiz e Avenida do Café. Apesar disso, alagamentos persistem em vários locais, indicando a necessidade de ações mais amplas e um planejamento de longo prazo. A participação da população também é crucial, evitando o descarte irregular de lixo e outras ações que comprometam a drenagem urbana. A solução definitiva para o problema requer investimentos contínuos em infraestrutura, planejamento urbano eficiente e a conscientização da população sobre a importância da preservação do meio ambiente e do uso responsável dos espaços públicos.



