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Alckmin culpa Governo Federal por fechamento de unidades de saúde em Fernandópolis

Governador disse que em três ano o Estado de São Paulo repassou R$ 178 milhões à Fundação Pio XII, que administra os hospitais
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Governador disse que em três ano o Estado de São Paulo repassou R$ 178 milhões à Fundação Pio XII, que administra os hospitais

Governador disse que em três ano o Estado de São Paulo repassou R$ 178 milhões à Fundação Pio XII, que administra os hospitais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, atribuiu ao governo federal a responsabilidade pelo fechamento do Instituto de Prevenção Júlia Marzola Faria e da Unidade de Prevenção Sélia Coutinho, ambos pertencentes ao Hospital de Câncer de Barretos e localizados em Fernandópolis. A declaração foi feita durante a entrega das obras de duplicação da Rodovia Brigadeiro Faria Lima, em Santa Ernestina.

Repasses Estaduais e a Falta de Credenciamento Federal

Alckmin destacou que o estado de São Paulo já repassou R$178 milhões à Fundação Pio XII, responsável pela administração do hospital, nos últimos três anos. O ponto central da questão, segundo o governador, reside na necessidade de credenciamento do hospital pelo governo federal para que este possa receber recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

A Crítica à Demora do Governo Federal

“Nós aprovamos na Comissão Bipartite e mandamos, já faz mais de um ano, para o governo federal”, afirmou Alckmin. Ele criticou a alegação do Ministério da Saúde de falta de recursos, argumentando que a pasta sequer credencia um hospital em pleno funcionamento, como o de Fernandópolis e Jales, que tem sido amparado pelo estado. O governador ressaltou o esforço do estado em destinar recursos significativos para a manutenção das unidades.

A Versão do Ministério da Saúde

Em contrapartida, o Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que até o momento não recebeu nenhum pedido de credenciamento referente à unidade do Hospital de Fernandópolis. A pasta assegurou que avalia todos os pedidos com base em critérios técnicos e na disponibilidade de recursos financeiros.

O encerramento das atividades do hospital foi anunciado no início do mês pelo diretor-geral Henrique Prata, que justificou a decisão pela impossibilidade de manter os atendimentos a cerca de mil pacientes por dia sem os repasses públicos necessários. A situação demonstra um impasse entre as esferas estadual e federal, com potenciais impactos significativos para a população atendida pelas unidades.

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