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Alckmin decidirá se veto ao uso de cobaias em universidades será aprovado

Em Ribeirão Preto, Faculdade de Medicina da USP alega ter deixado de usar animais há 16 anos
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Em Ribeirão Preto, Faculdade de Medicina da USP alega ter deixado de usar animais há 16 anos

Em Ribeirão Preto, Faculdade de Medicina da USP alega ter deixado de usar animais há 16 anos

O uso de animais em aulas práticas de escolas e universidades é alvo de uma polêmica que parece longe do fim. Apesar da existência da chamada Lei Arouca, que estabelece parâmetros para o uso de animais em ensino e pesquisa científica, um novo projeto de lei, apelidado de “lei anti-cobaias”, busca restringir ainda mais essas práticas.

Nova Lei e suas implicações

De autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), o projeto de lei prevê regras como a proibição do uso de animais saudáveis em aulas, a vedação de procedimentos que causem estresse aos animais e a obrigatoriedade do uso de recursos audiovisuais, como vídeos, em aulas de patologia ou anatomia. A aprovação dessa lei mudaria significativamente a forma como algumas universidades trabalham, embora algumas instituições, como a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), já venham adotando métodos substitutivos há anos.

A visão da FMRP

O professor de patologia Fernando Silva Ramalho, presidente do Comitê de Ética no Uso de Animais da FMRP, explica que o uso de animais em aulas práticas de graduação já é mínimo. Há 20 anos, técnicas cirúrgicas eram realizadas com cães; hoje, são demonstradas por meio de vídeos. Em situações especiais, utilizam-se suínos, mas em número reduzido. Segundo Ramalho, o impacto da nova lei seria maior em cursos de pós-graduação. Ele destaca a importância do uso de animais em testes de medicamentos e pesquisas científicas, afirmando que a substituição completa seria inviável.

Desfecho e perspectivas

A proibição do uso de animais em escolas e universidades foi aprovada pela Assembleia Legislativa e aguarda a sanção ou veto do governador Geraldo Alckmin. Patricia Raivoquiata, da Comissão de Direitos dos Animais da OAB, comemora a possível aprovação, ressaltando que a minimização do uso de animais em pesquisas é um desejo antigo dos defensores dos animais. A nova lei prevê o uso de animais doentes que necessitem de tratamento, cadáveres ou órgãos retirados com o devido encaminhamento documental. A expectativa é que o governador sancione a lei nos próximos dias.

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