Mostrar a importância da gestão pública na vida das pessoas pode ser tema de conversas na sala de aula; Bruno Silva explica
Professor Bruno Silva fala sobre política e educação em tempos de polarização.
O papel do professor em tempos de polarização
Em meio a um cenário político polarizado, o papel do professor na sala de aula é muitas vezes questionado. A acusação de doutrinação é frequente, mas Silva afirma categoricamente: “Professor que doutrina não é professor, é militante político”. Para ele, o professor deve estimular o senso crítico, o debate e a formação de cidadãos conscientes, sem impor suas próprias visões políticas.
Educação como responsabilidade social e o uso da tecnologia
Silva destaca que a educação é uma responsabilidade de toda a sociedade, não apenas da escola. A formação para a cidadania, segundo ele, passa necessariamente pelo ambiente educacional, onde se aprendem direitos, deveres e a importância do debate político. Em relação à tecnologia, o professor reconhece tanto os desafios quanto as oportunidades. Embora o acesso à informação tenha se ampliado com a internet, a proibição do celular em sala de aula não é a solução. O ideal é que os professores sejam capacitados para integrar a tecnologia ao processo de ensino, ensinando os alunos a usá-la de forma ética e crítica.
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Equilíbrio entre métodos tradicionais e novas tecnologias
O professor defende um equilíbrio entre os métodos tradicionais de ensino e as novas tecnologias. Ele cita o uso da inteligência artificial como ferramenta para estimular o pensamento crítico em seus alunos, mas enfatiza a importância da interação professor-aluno, do trabalho em grupo e da escrita à mão. A tecnologia, portanto, é uma ferramenta complementar, mas não substitui o papel fundamental do professor na formação integral do estudante. A valorização da carreira docente e o investimento em formação continuada são essenciais para que os professores possam desempenhar seu papel de forma plena.
O debate sobre o papel da educação em tempos de polarização e a integração da tecnologia no processo de ensino é complexo e requer uma abordagem equilibrada, que valorize tanto a formação humana quanto a inovação tecnológica, sempre com o objetivo de formar cidadãos críticos e conscientes.