Ouça a coluna ‘CBN Nutrição’, com Cristina Trovó
A alergia à proteína do leite de vaca é a alergia alimentar mais comum, confundida muitas vezes com a intolerância à lactose. Diferentemente da intolerância, que tende a piorar com a idade, a alergia à proteína do leite costuma melhorar com o tempo: metade das crianças afetadas melhora até os 12 meses, e 90% até os 3 a 5 anos.
Sintomas da Alergia à Proteína do Leite
Os sintomas da alergia à proteína do leite são diversos e podem ir além do sistema digestivo. No trato gastrointestinal, a criança pode apresentar vômitos, cólicas, diarreia, prisão de ventre, sangue nas fezes e refluxo, além de baixo ganho de peso. Manifestações na pele, como dermatite atópica, e sintomas respiratórios, como asma, chiado e rinite, também são comuns.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é feito pelo médico, com base na história clínica e em exames laboratoriais. O tratamento principal é a exclusão da proteína do leite e seus derivados da dieta. Uma nutricionista é fundamental para orientar a substituição adequada de proteínas e cálcio, garantindo uma alimentação equilibrada. Para bebês, são utilizados leites com proteínas hidrolisadas. Já para crianças maiores e adultos, os leites vegetais (amêndoas, quinoa, arroz, coco etc.) são opções, podendo ser comprados prontos ou preparados em casa.
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Considerações Finais
A substituição de leite na dieta de crianças alérgicas requer acompanhamento profissional e a participação da família. A criança precisa de orientação para lidar com situações sociais, como lanches na escola e festas, onde o leite e seus derivados são comuns. É um processo que exige adaptação e planejamento para garantir a saúde e o bem-estar da criança.