Cristina Trovó explica quais fatores contribuem para o desenvolvimento desse tipo de alergia; ouça o ‘CBN Nutrição’
As alergias alimentares têm apresentado aumento nos últimos anos, afetando tanto crianças quanto adultos. Entre os alimentos mais comuns que causam alergias estão leite, ovos, amendoim, nozes, castanha de caju, peixes, crustáceos, soja e trigo.
Fatores que contribuem para o aumento das alergias alimentares
Segundo especialistas, o crescimento das alergias está relacionado a uma combinação de fatores, incluindo mudanças no estilo de vida. Entre eles, destacam-se o encurtamento do tempo de aleitamento materno, a exposição precoce a fórmulas infantis, a higiene excessiva e o uso abusivo de antissépticos. Além disso, o uso de medicamentos como inibidores da bomba de prótons, a redução do consumo de fibras e alimentos frescos também podem alterar a microbiota intestinal, comprometendo a integridade da barreira intestinal e aumentando a exposição a substâncias alergênicas.
Importância do contato com o ambiente e da introdução alimentar correta: É ressaltado que o contato das crianças com micro-organismos do ambiente é fundamental para o desenvolvimento de um sistema imunológico saudável. O excesso de limpeza pode prejudicar esse processo. Quanto à introdução alimentar, recomenda-se que seja feita de forma correta e em ordem adequada, incluindo a introdução precoce de alguns alimentos, como o amendoim, para reduzir o risco de alergias.
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Prevenção e tratamento das alergias alimentares: A prevenção envolve uma alimentação equilibrada, com consumo de verduras e folhas verdes, além da atenção à introdução alimentar na infância. A leitura cuidadosa dos rótulos dos alimentos é importante, especialmente para quem já desenvolveu alergias. Em relação ao tratamento, algumas alergias podem desaparecer com a recuperação da microbiota intestinal, enquanto outras, como a alergia a camarão, tendem a persistir por toda a vida e podem representar risco de choque anafilático. Nestes casos, recomenda-se que os pacientes carreguem adrenalina e evitem contato com os alimentos alergênicos, inclusive em restaurantes.
Informações adicionais
Não foram divulgados dados específicos sobre a prevalência atual das alergias alimentares ou estatísticas detalhadas.