Deputados querem entender o que aconteceu nestes procedimentos; ouça o ‘De Olho na Política’ com Bruno Silva
Doze pessoas sofreram danos oculares permanentes após um erro médico durante um mutirão de catarata realizado em Quarentena. As vítimas aguardavam a cirurgia para tratar a catarata, Alesp quer explicações de AME sobre, mas ficaram cegas em decorrência do procedimento. Já há processos de indenização em andamento.
Deputados estaduais solicitaram esclarecimentos aos gestores do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Taquaritinga, responsável pelo mutirão, e a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de São Paulo acompanha o caso. O governo estadual informou que está atuando para responsabilizar os envolvidos, incluindo o grupo Santa Casa de Franca, que gerencia as unidades de saúde relacionadas.
Apuração e cobranças políticas: Parlamentares, como a deputada estadual Bete Sarão, defendem uma investigação rigorosa para esclarecer os fatos e evitar que situações semelhantes ocorram no futuro. O grupo Santa Casa de Franca também administra outros ambulatórios em cidades como Franca, Taquaritinga, Casa Branca, Campinas, Avaré, São Carlos e Ribeirão Preto, o que motivou pedidos para uma fiscalização mais ampla dessas unidades.
Impacto social e necessidade de revisão de protocolos
O caso gerou uma crise de confiança nos programas de mutirão de cirurgias, que são importantes para reduzir filas e melhorar o acesso à saúde. Especialistas e políticos ressaltam a necessidade de revisar protocolos e garantir a segurança dos pacientes, evitando erros graves.
Implantação do sistema Murária Paulista em São Carlos: A Prefeitura de São Carlos anunciou que será a primeira cidade do interior de São Paulo a adotar o sistema Murária Paulista, que utiliza reconhecimento facial para reforçar a segurança pública. O sistema conecta câmeras de monitoramento a bancos de dados da polícia para identificar criminosos, veículos roubados e pessoas desaparecidas.
Debate sobre segurança e privacidade: Especialistas destacam que, apesar do potencial de melhorar a segurança, o uso do reconhecimento facial levanta preocupações quanto à privacidade e à proteção de dados pessoais. Questiona-se a transparência do processo, a existência de monopólio na prestação do serviço e os custos envolvidos. Sugere-se a realização de audiências públicas para esclarecer essas questões antes da implantação em outras localidades.
Informações adicionais
A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que já mantém convênios com 643 municípios para uso de câmeras com leitura de placas para identificação de veículos roubados, condutores procurados e desaparecidos. Atualmente, 491 desses convênios são com municípios. A secretaria ressaltou que o acesso e o tratamento dos dados são regulados por lei federal e monitorados por órgãos externos, como o Ministério Público e a Defensoria Pública, para garantir a segurança das informações.