Nara Faustino ficou presa oito meses, mas responde em liberdade; pena é de 17 anos de reclusão e R$ 30 milhões em indenizações
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga Nara Faustino de Menezes, acusada de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação a 17 anos de prisão por crimes como associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio público, além de multa de R$ 30 milhões.
Acusação e provas
A acusação se baseia em fotos e vídeos que mostram Nara Faustino dentro do Congresso Nacional durante a depredação, em acampamentos golpistas em frente ao quartel do Exército e em áreas restritas de prédios públicos. Em depoimentos, ela negou participação na depredação, alegando ter entrado no Congresso para se proteger da fumaça e que estava em ato pacífico. As provas apresentadas pela Polícia Federal incluem geolocalização de celulares, comprovando sua presença nos locais dos atos.
Contexto político e narrativas
O caso transcende o âmbito jurídico, envolvendo uma disputa narrativa. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro minimizam os atos, enquanto a investigação da Polícia Federal busca identificar financiadores e planejadores do golpe. Há divergências sobre a gravidade dos atos, com alguns defendendo que a postura de Nara Faustino foi uma reação legítima à vitória política do opositor.
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Desdobramentos e reflexões
O julgamento no STF prossegue com os demais ministros. A investigação sobre os atos de 8 de janeiro continua, buscando esclarecer o financiamento e a organização dos eventos. O episódio destaca a fragilidade da democracia diante de tentativas de golpe e a importância da responsabilidade política na preservação das instituições. A violência e a depredação do patrimônio público são inaceitáveis, independentemente do posicionamento político.