Treinador de futebol e presidente do Botafogo-SP conviveram com duas das vítimas da tragédia com o time da Chapecoense
Ribeirão Preto e o luto pela Chapecoense: a memória de Ailton Canela e Guilherme Jimenez
Talentos que brilharam em Ribeirão Preto
A tragédia aérea que vitimou a delegação da Chapecoense em 2016 afetou profundamente o futebol brasileiro, e Ribeirão Preto não foi exceção. A cidade lamentou a perda de Ailton Canela e Guilherme Jimenez, jogadores que passaram pelas categorias de base e times locais, deixando marcas em suas passagens pelos gramados ribeirão-pretanos. Ambos carregavam o sonho de uma carreira promissora, interrompida precocemente.
Recordações e trajetórias
O técnico Alexandre Ferreira, com experiência em clubes como Comercial e Botafogo de Ribeirão Preto, acompanhou de perto a trajetória de Jimenez desde os 10 anos de idade. Ele destaca o potencial do jogador, que passou por projetos importantes como o “Bom de Nota, Bom de Bola”, antes de se destacar no Comercial, Ale Brasil e Botafogo. Jimenez marcou um gol crucial na vitória do Botafogo sobre o São Paulo no Campeonato Paulista. Canela, por sua vez, contribuiu significativamente para o acesso do Botafogo à Série C do Campeonato Brasileiro em 2015. O presidente do Botafogo à época, Gerson Garcia, recorda com carinho a passagem dos dois jogadores pelo clube, destacando suas contribuições e o apoio dado a eles.
Além dos campos: a perda de Mário Sérgio
A tragédia também atingiu o jornalista esportivo Mário Sérgio Pontes de Paiva, ex-jogador do Botafogo de Ribeirão Preto e comentarista de TV. Sua passagem pelo clube em 1986 deixou boas lembranças e amizades, com Mário Sérgio destacando a oportunidade de jogar ao lado de jogadores que se tornariam grandes nomes do futebol. A queda do avião também vitimou outros jornalistas, como Deva Pascovicci, até então titular das transmissões de futebol da CBN Ribeirão Preto. A cidade de Ribeirão Preto, assim, chora não apenas a perda de talentos do futebol, mas também de profissionais importantes do jornalismo esportivo.
A tragédia da Chapecoense deixou uma marca indelével em Ribeirão Preto, lembrando a fragilidade da vida e a importância de valorizar os sonhos e talentos que surgem em nossas cidades. A memória de Ailton Canela, Guilherme Jimenez e Mário Sérgio Pontes de Paiva permanecerá viva no coração dos ribeirão-pretanos.



