Veredito foi lido após dois dias de juri; Marcos Delefrate morreu após ser atingido pelo carro de Ichisato durante manifestação
Após dois dias de julgamento, o empresário Alexandre Xistato de Azevedo foi condenado a 64 anos de prisão pela morte do estudante Marcos Delefrate e por ferir outras quatro pessoas em uma manifestação em junho de 2013. A sentença foi divulgada na noite de terça-feira.
O Acórdão do Júri
O júri, composto por quatro homens e três mulheres, considerou o empresário culpado. A juíza Isabel Cristina Alonso Bezirazara determinou que Xistato, que já está preso desde 2013, não poderá recorrer em liberdade. Para o promotor Marcos Túlio Nicolino, as provas, principalmente as imagens do ocorrido, foram decisivas para a condenação. Ele destacou o impacto dos vídeos que mostravam o réu não tendo outra alternativa senão avançar contra a multidão.
A Defesa e o Recurso
A defesa de Xistato, por sua vez, representada por Antônio Carlos de Oliveira, discorda da sentença, classificando-a como exagerada. Os advogados argumentaram que o empresário agiu em violenta emoção e em legítima defesa, devido às agressões sofridas pelos manifestantes que danificaram seu veículo. Eles alegaram homicídio privilegiado, o que não foi reconhecido pelo Tribunal do Júri. A defesa anunciou que recorrerá da sentença no Tribunal de Justiça de São Paulo, questionando a decisão do júri e alegando nulidades processuais.
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Desfecho do Caso
O caso demonstra a complexidade de julgamentos que envolvem protestos e violência. A divergência entre a acusação e a defesa destaca a necessidade de uma análise cuidadosa de todas as provas e circunstâncias para a aplicação da justiça.



