Empresário é acusado de atropelar e matar o estudante Marcos Delefrate em 2013; família pede indenização por danos materiais
Três anos se passaram desde a morte de Marcos Delefrati, um estudante de 18 anos, durante um protesto na Avenida João Fiúsa, em Ribeirão Preto. O caso, que chocou a cidade, ainda aguarda julgamento, enquanto a família busca justiça e reparação.
O Incidente e a Fuga
Marcos Delefrati estava em meio a um grupo de manifestantes no cruzamento com a Rua Juiz Fubianco Molina quando foi atingido, juntamente com outras 12 pessoas, pelo carro dirigido pelo ex-empresário Alexandre Xissato. Após o atropelamento, Xissato fugiu do local, sendo encontrado um mês depois em uma clínica de reabilitação em Bragança Paulista. Desde então, ele permanece preso, mas a data do julgamento ainda não foi definida.
A Luta da Família por Indenização
A demora na resolução do caso e a falta de assistência à família de Marcos levaram seus pais e avó a ingressarem na justiça com um pedido de indenização por danos materiais. A assistente de acusação que representa a família, Michel Lino, afirma que não houve qualquer interesse por parte de Xissato em oferecer ajuda. Como Marcos trabalhava como ajudante de mecânico e contribuía financeiramente para as despesas da casa, a família busca reparação pelos danos sofridos.
Leia também
“A família decidiu ingressar com uma ação indenizatória, uma ação de reparação material e moral”, explicou Lino. “Nós tentamos contato com a família do réu e seus advogados durante algum período para verificar esse interesse ou possibilidade de fazer um acordo, de reparar a família de alguma forma. Não tivemos resposta, então resolvemos ingressar com essa ação indenizatória, buscando algum tipo de reparação.”
O Ministério Público e o Júri Popular
O Ministério Público, representado pelo promotor Marcos Túlio Nicolino, pede que Alexandre Xissato seja levado a júri popular. Nicolino argumenta que o réu tinha ciência dos riscos ao avançar com o veículo sobre a multidão. Segundo o promotor, Xissato foi orientado a não sair pela porta do supermercado onde estava durante a manifestação, mas optou por seguir em frente, atropelando os manifestantes. “Ao invés de engatar a marcha ré no seu carro e sair pelo local onde não existiam pessoas, ele preferiu por a marcha no seu carro para frente e avançar contra a multidão matando uma pessoa”, afirmou Nicolino.
Ainda não há prazo para que a justiça avalie o recurso da defesa, que busca evitar que Xissato seja julgado por um júri popular. A CBN procurou o advogado do ex-empresário, mas não obteve retorno.
O caso Marcos Delefrati segue em aberto, com a família buscando justiça e a sociedade aguardando o julgamento do réu.



