Segundo a nutricionista Cristina Trovó, a teoria é verdade! Confira quais alimentos são mais propensos a gerar gases!
No programa CBN Nutrição desta semana o tema foram os gases intestinais, assunto tratado com naturalidade pela nutricionista Cristina Trovó. Segundo ela, a flatulência é comum e geralmente sinaliza o funcionamento do sistema digestivo, mas quando se torna excessiva pode prejudicar o conforto físico e a autoestima.
Principais causas
Cristina destaca que as causas são múltiplas. Entre os fatores alimentares estão alimentos ricos em fibras e carboidratos não digeríveis, como feijão, grão-de-bico, lentilha, brócolis e repolho, além de ingredientes fermentativos como trigo, cebola e alho. Há também hábitos que contribuem: comer rápido, não mastigar bem, pular lanches e engolir ar ao mascar chiclete. Bebidas gaseificadas e álcool favorecem a formação de gases. Do lado das doenças, a intolerância à lactose é um exemplo comum não diagnosticado que provoca episódios repetidos.
Como reduzir o problema
Na prática clínica, Cristina recomenda medidas simples. Para reduzir os gases do feijão, deixe-o de molho por 12 horas, trocando a água duas vezes; descarte o líquido esbranquiçado da primeira troca e, ao cozinhar, adicione folha de louro e uma rodela de limão — procedimento que, segundo ela, melhora o sabor e diminui a formação de gases. Outras orientações são não pular refeições, fracionar em pequenas porções ao longo do dia, mastigar devagar e evitar líquidos durante as refeições para não diluir o suco gástrico; a água com limão pode ser tomada um pouco antes das refeições.
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O que observar na alimentação
Cristina alerta para adoçantes que terminam em “-ol” (como sorbitol e xilitol), classificados como álcoois de açúcar, que podem provocar fermentação intestinal e desconforto. Alimentos muito doces e alguns adoçantes podem prejudicar a microbiota. Ela recomenda alimentos mais cozidos e leves, o uso de frutas com enzimas digestivas (mamão, abacaxi) após as refeições, chás digestivos e a prática regular de atividade física, que também auxilia o trânsito intestinal.
O quadro de excesso de gases tem tratamento e pode ser amenizado com mudanças de hábito e ajustes na dieta; em caso de sintomas persistentes, a investigação médica é indicada para descartar intolerâncias ou outras condições.