André de Castro, faz uma resenha do filme, que remonta os arquétipos de filmes slasher como ‘Sexta-feira 13’; ouça!
Mais de quatro décadas após o sucesso de Alien (1979), a franquia retorna às telas. Mas será que vai conquistar o público?
O Legado de Alien
O primeiro Alien, de 1979, é considerado uma obra-prima do cinema, frequentemente imitado, mas nunca igualado. Sua sequência, Aliens (1986), dirigida por James Cameron, tornou-se ainda mais famosa que o original, inclusive ganhando o Oscar de Melhor Filme e Melhor Efeitos Visuais, um feito inédito para um filme de ficção científica de ação na época. Isso demonstra o impacto do segundo filme e a dificuldade de qualquer produção subsequente em igualá-lo.
A Nova Trilogia e Seus Desafios
A nova trilogia tenta resgatar a nostalgia dos filmes clássicos, buscando agradar os fãs que apreciam tanto o Alien de Ridley Scott quanto o Aliens de James Cameron. No entanto, a ausência de Sigourney Weaver, que interpretou a icônica Ripley, é sentida, pois a atriz se recusa a participar de filmes sem um roteiro excepcional. Os filmes recentes da franquia se aproximam do gênero slasher, com jovens sendo eliminados um a um em uma nave espacial, o que, embora possa agradar alguns, distancia-se da essência dos filmes originais. A repetição de contextos, com grupos explorando planetas desconhecidos e encontrando criaturas perigosas, também contribui para a sensação de repetição e falta de originalidade.
Um Futuro Incerto para a Franquia
Embora os novos filmes apresentem bons efeitos especiais e cenas de ação, eles carecem de uma trama mais elaborada e original. A fórmula se tornou previsível, e a ausência de inovação na narrativa prejudica o impacto da franquia. Para conquistar o público atual, Alien precisa de uma história mais consistente e uma guinada criativa para superar a sombra dos filmes clássicos. A franquia precisa evoluir além da fórmula repetitiva de exploração espacial e encontros com criaturas perigosas para se manter relevante.



