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Alimentos que compõem a refeição diária estão mais caros

Empresário do ramo de supermercados, Rodrigo Canesin, faz projeções do valor dos produtos para 2023
preço dos alimentos
Empresário do ramo de supermercados, Rodrigo Canesin, faz projeções do valor dos produtos para 2023

Empresário do ramo de supermercados, Rodrigo Canesin, faz projeções do valor dos produtos para 2023

Os alimentos ficaram mais caros em 2022. Um estudo em São Paulo mostrou um aumento de 5,95% nos preços de alimentos entre novembro de 2021 e novembro de 2022. Alguns itens tiveram aumentos significativos: arroz, feijão, cereais, macarrão, cebola, hortaliças e carnes.

A Crise do Feijão

O feijão teve um aumento acumulado de 18% no período. Rodrigo Canezim, empresário da cadeia de supermercados, atribui esse aumento à quebra de safra e problemas climáticos, principalmente as fortes chuvas que dificultaram a colheita. Canezim prevê que o preço do feijão deve se manter alto até o início de fevereiro, devido às chuvas previstas até o final de janeiro.

Impacto nos Tubérculos, Legumes e Frutas

Tubérculos, raízes e legumes também sofreram um aumento de 22%, impactados pela alta dos custos de insumos desde 2020 (pandemia), fertilizantes e condições climáticas adversas (seca em 2021 e chuvas intensas em 2022). Canezim recomenda aos consumidores a procura por produtos da estação e de produção regional para melhores preços, reduzindo o impacto do frete.

Outros Aumentos e Perspectivas

O macarrão, com aumento de 17%, foi afetado por fatores como a guerra na Ucrânia (grande produtora de trigo), dificuldades logísticas, redução da produção na Argentina e o câmbio desfavorável. As carnes tiveram um aumento moderado (1,72%), influenciado pela exportação. A redução na demanda chinesa e europeia levou a uma maior oferta interna e queda de preços, principalmente em carnes de segunda. O frango, por exemplo, teve uma redução significativa de custos. Para 2023, as previsões são incertas devido aos fatores econômicos globais, mas Canezim destaca o investimento crescente na produção de trigo no Nordeste, embora com menor rendimento que o importado.

Em resumo, a inflação de alimentos em 2022 foi influenciada por diversos fatores, incluindo climáticos, geopolíticos e econômicos. A recomendação é buscar produtos sazonais e locais para mitigar os impactos no orçamento doméstico. A situação das carnes apresenta um cenário mais otimista, com preços em tendência de queda.

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