Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (12)
O programa Manac da CBN deste sábado recebeu Luciano Nakabache, professor da FEA-USP e da Fundace, e Jair Cascuel Júnior, economista e professor da Faculdade Ayanguera, para discutir as perspectivas econômicas e tributárias para o próximo ano.
Planejamento Financeiro em Tempos de Crise
Jair Cascuel destacou a importância do planejamento financeiro, especialmente diante de um cenário econômico desafiador. Com a proximidade das festas de fim de ano e o recebimento do 13º salário, o economista alertou para a necessidade de cautela e realismo. A frase de Jair Mirbeth, de que ‘está sobrando mês no fim do salário’, ilustra a dificuldade enfrentada por muitos brasileiros. Cascuel observou que as empresas estão buscando a sobrevivência, o que pode levar a desemprego e rotatividade de mão de obra. Ele também criticou a má gestão do setor público, que repassa os custos da ineficiência e da corrupção para os contribuintes, resultando em aumento de impostos e diminuição de salários.
O Impacto dos Impostos e a Necessidade de Reformas Estruturais
Luciano Nakabache abordou a questão dos impostos, ressaltando que, em momentos de crise, a recomposição do caixa por meio de tributos se torna uma saída comum para os administradores. Ele mencionou o aumento do IPTU em Ribeirão Preto como um exemplo do impacto dessa política no orçamento familiar. Nakabache defendeu a necessidade de um maior planejamento financeiro, tanto pessoal quanto público, e apontou para a Constituição de 1988 como um fator que contribui para o aumento dos gastos. O professor enfatizou a importância de reformas estruturais na economia, que permitam um caminho mais sustentável e evitem o aumento constante de impostos. Ele também questionou a eficiência dos gastos públicos, defendendo que o problema não é apenas o quanto se gasta, mas como se gasta.
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A Busca por um Estado Eficiente e a Conscientização Política
Os debatedores concordaram com a necessidade de um Estado mais eficiente e de uma maior conscientização política por parte da população. Cascuel criticou o ‘estado esquizofrênico’ e a ‘constituição esquizofrênica’, mencionando que, na época da elaboração da Constituição, o Dieese premiava quem gerasse despesas para o Estado, sem se preocupar com quem pagaria a conta. Ele também questionou a qualidade da educação no Brasil, defendendo que a instrução deve começar em casa. Nakabache, por sua vez, alertou para o risco de políticas de curto prazo que geram aumento de gastos, sem levar em conta a necessidade de pagar por mais serviços públicos.
Diante de um cenário complexo, marcado por desafios econômicos e tributários, a busca por soluções eficientes e a conscientização política se mostram essenciais para construir um futuro mais próspero para o país.



