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O ano de 2018 foi marcado por instabilidade econômica e polarização política no Brasil. A greve dos caminhoneiros, com impactos estimados em R$ 15 bilhões, e a alta taxa de desemprego (12.351 milhões de pessoas) foram alguns dos desafios enfrentados.
Um Ano de Turbulências
A economista Rosa Linda Chedian descreve 2018 como um ano extremamente aturbulento, pontuando a vulnerabilidade da população brasileira e a manifestação da insatisfação por meio das urnas. A polarização política gerou divisão no país, impactando a economia e o bem-estar social. A especialista destaca a fragilidade de laços sociais e o surgimento de sentimentos como mágoa, raiva e ódio.
Desemprego e Empreendedorismo
A gerente regional do Sebrae-SP, Iroar, aponta o aumento do desemprego e o crescimento do empreendedorismo por necessidade como consequências da crise. Muitos brasileiros, sem alternativas de emprego formal, abriram seus próprios negócios, muitas vezes sem a estrutura necessária para garantir a sustentabilidade. A consultora de recursos humanos Ana Paula Augusto complementa, afirmando que muitos desses empreendedores por necessidade deixam de se qualificar para o mercado formal de trabalho, criando um gap de competências.
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Perspectivas para 2019 e o Futuro do Mercado de Trabalho
Com a posse de Jair Bolsonaro, a expectativa é de mudanças na economia, com foco no livre mercado e reformas na previdência e tributária. Rosa Linda Chedian expressa dúvidas sobre a eficácia dessas medidas em gerar empregos, argumentando que a desburocratização por si só não resolve o problema da desvalorização do trabalho e da falta de qualificação profissional. Ana Paula Augusto destaca a crescente importância das competências comportamentais no mercado de trabalho, enfatizando a necessidade de autoconhecimento, planejamento de carreira e busca por desenvolvimento profissional. A busca por resultados e a geração de valor para as empresas são fatores determinantes no processo seletivo. O sucesso profissional depende cada vez mais de um alinhamento entre as expectativas do candidato e da empresa, considerando também os aspectos emocionais.
Em resumo, o ano de 2018 expôs fragilidades na economia e na sociedade brasileira, com o desemprego e a polarização política como principais desafios. As perspectivas para 2019 são incertas, exigindo adaptação, qualificação e uma visão estratégica tanto por parte dos trabalhadores quanto das empresas.



