Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (29), às 10h, em 90,5 FM e pelo site
Neste sábado, o Almanac CBN discutiu a situação do emprego e desemprego no Brasil, com foco em Araraquara e Ribeirão Preto. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram um cenário desafiador.
Araraquara e Ribeirão Preto: Cenário de Emprego em Maio
Em Araraquara, foram criados 148 novos postos de trabalho em maio, 38% abaixo do resultado de abril (240 vagas). O setor de serviços teve saldo positivo (48 contratações), enquanto comércio (-92 vagas) e construção civil (-50 demissões) registraram resultados negativos. O resultado positivo se deveu principalmente à administração pública (113 contratações), impulsionada pela contratação de agentes de combate à dengue. Ribeirão Preto apresentou um saldo positivo de apenas 18 vagas, com destaque para o setor de serviços (288 vagas), enquanto outros setores tiveram desempenho negativo. De janeiro a maio, Ribeirão Preto criou 2354 vagas, número inferior ao registrado em 2018 (2851 vagas).
Análise do Cenário Regional: Perspectivas e Desafios
Especialistas analisaram a situação, destacando a diversificação econômica da região como um ponto positivo. Apesar das diferenças entre Araraquara e Ribeirão Preto, ambas as cidades refletem a realidade nacional: tímida geração de empregos. A diversificação econômica, a boa renda per capita e a forte rede de universidades são fatores que contribuem para um cenário mais otimista em comparação com outras regiões do país. Entretanto, a criação de empregos ainda é muito baixa, e medidas macroeconômicas do governo são essenciais para melhorar a situação.
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O Papel do Microempreendedorismo e a Informalidade
A discussão também abordou o crescimento do microempreendedorismo individual (MEI) como alternativa para muitos brasileiros que buscam recolocação no mercado de trabalho. No estado de São Paulo, existem 7,7 milhões de MEIs, demonstrando a importância dessa modalidade para a geração de empregos e renda. A informalidade continua sendo um desafio, com 35,4 milhões de brasileiros trabalhando por conta própria ou sem carteira assinada. Especialistas destacam a necessidade de se adaptar às mudanças do mercado de trabalho, buscando novas formas de gerar renda e se reinventar constantemente. A flexibilidade das leis trabalhistas, como o trabalho intermitente, contribui para a geração de empregos, embora ainda haja debates sobre a precarização do trabalho. A busca por qualificação profissional e o networking são cruciais para aumentar as chances de recolocação. O cenário atual exige adaptação, criatividade e resiliência para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.



