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O número de casos novos de HIV dobrou em Ribeirão Preto entre 2007 e 2015, saltando de 104 para 182 notificações. O dado mais alarmante é o crescimento de registros entre a população idosa: de um caso em 2007 para cinco em 2015. O aumento mais significativo, porém, ocorreu entre mulheres acima de 60 anos.
Aumento de casos em idosos: fatores contribuintes
De acordo com a enfermeira Liza Souza Neves, coordenadora do Programa Municipal de Tuberculose, DST, HIV/Aids e Hepatite de Ribeirão Preto, esse aumento se deve à melhor qualidade de vida dos idosos, que os leva a ter mais atividades sociais e relacionamentos amorosos, sem, contudo, o mesmo cuidado com a prevenção.
A utilização de estimulantes sexuais também é apontada como um fator que contribui para o aumento dos casos. A dificuldade em se prevenir, maior entre os idosos do que entre os mais jovens, agrava a situação.
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Orientação médica e prevenção
A infectologista Dra. Karen Mirna Morejón destaca a importância da testagem regular para HIV, hepatite B e C, e sífilis, anualmente, juntamente com os exames de rotina. Ela enfatiza a necessidade de quebrar o tabu em torno do assunto, lembrando que a prevenção é fundamental para todos, independentemente do estado civil ou idade. A médica ressalta a importância do diagnóstico precoce para garantir uma melhor qualidade de vida e evitar complicações graves.
Outras DSTs e a importância da conscientização
Além do HIV, outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis, HPV e gonorreia, também estão em ascensão. A sífilis, em particular, preocupa pela sua alta taxa de crescimento e pelas graves consequências à saúde. O HPV, precursor de cânceres, tem sua prevenção garantida pela vacinação, embora o acesso à vacina ainda seja um desafio. A gonorreia, por sua vez, apresenta resistência a antibióticos, tornando-se uma preocupação crescente. A transmissão dessas doenças pode ocorrer também por via oral, fato muitas vezes ignorado pela população.
O sistema público de saúde oferece assistência multidisciplinar para portadores do vírus HIV, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. A prevenção, por meio de testagens regulares e uso de preservativos, é fundamental para controlar a disseminação dessas doenças. A conscientização e a quebra de tabus são cruciais para garantir a saúde sexual da população.



