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Almanaque CBN debate a violência contra os médicos

Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (13)
violência contra médicos
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Neste sábado, o programa Almanaque CBN discutiu a violência contra profissionais da saúde, com a participação de Geraldo Duarte e Angelo Mário Sart, delegados do Cremesp.

Formação e Humanização: Enfrentando a Violência na Medicina

A violência contra profissionais de saúde é um problema que precisa ser abordado na formação médica. A humanização, antes restrita a uma única disciplina, atrásra permeia todo o curso, incluindo a residência. Boas escolas médicas preparam seus alunos para lidar com situações de violência, ensinando a comunicar más notícias com empatia e a lidar com as dificuldades inerentes à profissão.

Atuação do Cremesp e os Processos de Denúncia

O Cremesp oferece cursos de formação e reciclagem para médicos, além de atuar em conjunto com as universidades para promover valores éticos e preparar os futuros profissionais para lidar com a violência. O processo de denúncia de violência contra profissionais da saúde pode ser demorado, envolvendo a coleta de testemunhos e a investigação dos fatos. O Cremesp busca alternativas para oferecer respostas mais rápidas aos usuários do sistema de saúde. A punição ao agressor varia de acordo com a gravidade da agressão, podendo incluir prisão em flagrante ou, em outros casos, mandato de prisão.

Segurança e Prevenção: Um Desafio para a Saúde Pública

A segurança nas unidades de saúde é um ponto crítico. A falta de medidas eficazes de segurança, muitas vezes limitadas a porteiros despreparados, gera insegurança e dificulta a atração e retenção de profissionais, especialmente na rede pública. Reuniões com a Secretaria da Saúde e o Ministério Público ainda não resultaram em medidas eficientes. A situação coloca em risco tanto os profissionais quanto a população. A falta de investimento em saúde e educação, reiterada ao longo de décadas por políticos, contribui para o problema.

O alto número de atestados médicos na rede pública, motivados por desgaste e estresse, reflete a realidade precária enfrentada pelos profissionais. Embora existam casos de atestados falsos, a maioria reflete a instabilidade emocional dos trabalhadores da saúde. A relação médico-paciente também precisa ser resgatada, pois a insegurança pode levar a um retrocesso nesse aspecto. O sucateamento dos equipamentos e a defasagem da tabela do SUS contribuem para a deterioração da qualidade do serviço e aumentam a tensão no ambiente de trabalho. É fundamental valorizar os profissionais, oferecendo condições adequadas de trabalho e remuneração justa.

A distinção entre erro médico e complicação é crucial. Enquanto o erro médico é um ato falho grave e sem justificativa, a complicação é um evento adverso que pode ocorrer mesmo com o melhor atendimento. A população precisa entender essa diferença e buscar meios legais para se queixar, evitando a agressão. O Cremesp oferece suporte aos médicos que sofrem agressões, orientando-os sobre como registrar boletim de ocorrência e fornecendo ajuda financeira, se necessário. Existem canais de denúncia disponíveis em hospitais e unidades de saúde, como comissões de ética médica e ouvidorias.

A mensagem final é de respeito e busca por soluções pacíficas. Existem meios legais para se queixar de maus atendimentos, e a agressão nunca é a resposta. A população deve utilizar os canais adequados para relatar problemas, buscando melhorias no sistema de saúde sem recorrer à violência.

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