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Almanaque CBN debate as alternativas para amenizar os impactos da dengue

Somente neste ano, mais de 13 mil pessoas contraíram a doença; três morreram
impactos da dengue
Somente neste ano, mais de 13 mil pessoas contraíram a doença; três morreram

Somente neste ano, mais de 13 mil pessoas contraíram a doença; três morreram

Neste sábado, 23 de novembro de 2019, o programa Almanaque CBN discutiu a questão da dengue em Ribeirão Preto. A conversa contou com a participação da chefe da divisão de vigilância ambiental, Maria Lúcia Biagini, e do médico infectologista, Dr. Ulisses Estrogoff de Matos.

Vigilância e conscientização: um trabalho contínuo

Maria Lúcia destacou o trabalho contínuo da vigilância ambiental em saúde, que há mais de 30 anos realiza campanhas de conscientização e controle do mosquito Aedes aegypti. Apesar dos esforços, como visitas domiciliares, feiras de conscientização e ações em escolas e supermercados, a população ainda não atingiu o nível de conscientização necessário. A agente relatou ter encontrado 307 focos em uma pequena área, demonstrando a persistência do problema. Ações como a utilização de pulverizadores para alcançar locais de difícil acesso também são empregadas.

Os desafios do combate à dengue

O Dr. Ulisses explicou a imunidade parcial contra os sorotipos da dengue, destacando os riscos de infecções subsequentes por outros sorotipos, o que pode levar a quadros mais graves. A circulação do sorotipo 2 em Ribeirão Preto, segundo Maria Lúcia, aumenta a preocupação com a possibilidade de casos graves e óbitos. A entrada da Chikungunya também é uma preocupação, dada a proximidade com regiões onde o vírus circula. O médico reforçou que idosos e pessoas com doenças crônicas são os grupos mais vulneráveis, embora todas as faixas etárias estejam suscetíveis a quadros graves. A eficácia dos repelentes e o uso de roupas compridas foram mencionados como medidas de prevenção. O uso correto e a reaplicação regular dos repelentes são cruciais para a sua eficácia.

Ações preventivas e o futuro do combate à dengue

Para os próximos meses, a intensificação das visitas domiciliares, mutirões (antigamente chamados de “arrastões”) para a retirada de criadouros e o uso de caminhões para remoção de recipientes em locais com grande acúmulo são estratégias planejadas. A priorização de bloqueios em casos suspeitos de dengue, zika e chikungunya também será intensificada. Apesar do reconhecimento do trabalho da vigilância de Ribeirão Preto como um dos melhores do país, a necessidade de um investimento maior em pesquisa, planejamento e atendimento à população foi enfatizada. A falta de uma vacina e a necessidade de estratégias inovadoras para o combate ao mosquito, incluindo o controle de ovos, foram pontos cruciais da discussão. A participação da população é fundamental, mas um esforço conjunto de governos e instituições é essencial para um combate eficaz à dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

O programa finaliza com um apelo à população para que redobrem os cuidados, buscando eliminar criadouros do mosquito e procurando atendimento médico imediatamente ao surgirem sintomas de dengue. A importância da conscientização e da ação conjunta para controlar a proliferação do mosquito e minimizar os impactos da doença foram os pontos principais do debate.

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