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Almanaque CBN debate as manifestações que pedem a volta do regime militar no Brasil

Ouça o segundo bloco do programa que foi ao ar neste sábado (02)
regime militar Brasil
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Neste sábado, 2 de junho, o programa Almanac, da CBN, discutiu a questão da intervenção militar, tema que ganhou força nas redes sociais durante a greve dos caminhoneiros. Para abordar o assunto, o programa contou com a participação do presidente da OAB de Ribeirão Preto, Domingos Stocco; do historiador Orandis Rocha; do major da Polícia Militar, Marco Aurélio Gritte; e, por telefone, do colunista e especialista em mídias digitais, professor Eduardo Suárez.

Redes Sociais e Mobilização: Um Novo Cenário

Eduardo Suárez destacou a importância das redes sociais na organização e disseminação do movimento dos caminhoneiros. Ele comparou o movimento com outros, como a Primavera Árabe e o movimento Passe Livre de 2013 no Brasil, ressaltando a capacidade das redes de criar uma mobilização horizontal, sem liderança centralizada, tornando-o mais difícil de ser sufocado. O WhatsApp, em especial, foi apontado como ferramenta crucial na formação de grupos e na disseminação da causa.

Comparação com Movimentos do Passado

Orandis Rocha comparou os protestos atuais com os do passado, observando a ausência de líderes específicos e uma organização mais difusa, baseada em classes. Ele também comentou sobre a infiltração de lideranças políticas buscando ganhos políticos. As redes sociais, segundo ele, amplificam a disseminação de ideias e facilitam o acesso à informação, incentivando a participação ativa da população.

Intervenção Militar, Constituição e o Papel do Cidadão

A discussão abordou a questão da intervenção militar, com o major Gritte explicando que a intervenção é um instrumento constitucional previsto para casos específicos, diferente de um golpe. Domingos Stocco enfatizou a importância da Constituição Federal de 1988 e o papel da OAB na defesa da cidadania e do Estado de Direito. Os debatedores concordaram que a solução para os problemas do país não reside em medidas extraconstitucionais, mas sim no exercício consciente da cidadania, principalmente por meio do voto e da cobrança dos representantes eleitos. A participação ativa da população, a busca por informação e o respeito às instituições democráticas foram apontados como fundamentais para o avanço do país.

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