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Almanaque CBN debate o cenário da política e eleições 2020

A realidade da política do Brasil é bem diferente do último pleito, com uma grande divisão de ideologias
eleições 2020
A realidade da política do Brasil é bem diferente do último pleito, com uma grande divisão de ideologias

A realidade da política do Brasil é bem diferente do último pleito, com uma grande divisão de ideologias

Neste sábado, 7 de dezembro de 2019, a CBN Ribeirão, CBN Araraquara e CBN São Carlos receberam Gilberto Musto, escritor e especialista político, e o professor João Luiz Passador, da administração pública da Universidade de São Paulo, para um debate sobre as eleições do ano seguinte.

Cenário Político e Novos Partidos

A discussão abordou o cenário político atual, incluindo o surgimento de novos partidos e a influência da mídia. Um ponto central foi a questão da permanência do PT como força dominante no Nordeste. Apesar da crise interna e externa enfrentada pelo partido, a força de Lula como figura central foi destacada. A mudança de partido de Bolsonaro também foi analisada, concluindo-se que a fidelidade partidária é fraca em relação à decisão de voto do eleitor.

O Futuro do PT e o Eleitor Nordestino

O debate questionou se o PT continuará dependendo exclusivamente da imagem de Lula para conquistar votos. A necessidade de o partido se ajustar e apresentar discursos mais coerentes e direcionados às necessidades da população foi enfatizada. A análise incluiu a avaliação do desempenho do PSL, partido que teve grande impulso com Bolsonaro, mas que atrásra enfrenta dificuldades para manter sua base eleitoral. A influência das políticas sociais implementadas pelo PT no Nordeste, especialmente aquelas voltadas para acesso à água potável, foi considerada um fator importante para a manutenção do apoio do eleitorado na região.

Corrupção e o Jeitinho Brasileiro

A persistência da corrupção no Brasil foi outro tema abordado. Os debatedores discutiram se a corrupção é consequência da miséria e da desigualdade social ou se ela é um problema estrutural, enraizado na história do país. A comparação entre o desenvolvimento de grandes fortunas nos EUA e no Brasil, destacando a diferença na relação entre o poder econômico e as instituições, ilustrou a persistência de práticas patrimonialistas no Brasil. A Lava Jato foi mencionada como um avanço no combate à corrupção, mas insuficiente para erradicar o problema. A cultura do “jeitinho brasileiro” e a falta de punição efetiva foram apontadas como fatores que contribuem para a continuidade da corrupção em todos os níveis da sociedade, desde pequenas infrações até grandes desvios de recursos públicos.

Em resumo, o debate evidenciou a complexidade do cenário político brasileiro, destacando a importância da análise das questões estruturais e culturais para entender o comportamento do eleitorado e a persistência de problemas como a corrupção.

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