Especialistas falam das ações de combate ao machismo e de conscientização para uma sociedade mais igual entre os gêneros
Neste Dia Internacional da Mulher, a luta por igualdade de gênero é o foco principal. Apesar de avanços significativos, ainda há resistência a este movimento, com alguns interpretando-o como uma luta contra os homens, quando na verdade o objetivo é a igualdade de direitos e respeito individual.
A História da Luta Feminina
A visibilidade do movimento feminino cresceu significativamente a partir de protestos ocorridos na Europa e nos Estados Unidos em 1917, impulsionados pela busca por igualdade política, salarial e melhores condições de trabalho. Esses movimentos se intensificaram em um contexto de guerra e pós-guerra, marcado por carências sociais e desemprego.
Mulheres Negras e Indígenas: A Luta Invisibilizada
A história da luta feminina no Brasil não se limita a datas específicas. É crucial reconhecer a resistência histórica das mulheres negras e indígenas, que desde a colonização lutaram por liberdade, proteção de suas famílias e participação em movimentos sociais e revoluções. Mulheres como Dandara, Luisa Mahin e Kautumi são exemplos de lideranças que frequentemente são omitidas nos registros históricos. A luta das mulheres ciganas também é uma realidade pouco reconhecida.
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Desafios Contemporâneos: Violência, Representação Política e o Mercado de Trabalho
A violência contra a mulher é um problema alarmante e persistente, presente em todas as classes sociais. A sub-representação política das mulheres é outra questão crucial, com apenas 15,3% de mulheres eleitas no Brasil. No mercado de trabalho, as mulheres enfrentam a desigualdade salarial, ganhando em média 78% do que os homens recebem. As mulheres LGBTQIAP+ e as mulheres das periferias enfrentam ainda mais dificuldades para acessar o mercado de trabalho. Além disso, a mulher frequentemente tem sua capacidade profissional questionada, enquanto o homem não enfrenta o mesmo escrutínio. A maternidade e a solidariedade são frequentemente usadas para justificar a exclusão das mulheres de posições de poder.
A arte e o ativismo são ferramentas importantes para o empoderamento feminino. Projetos como o “Efêmera” demonstram a capacidade da arte de promover a expressão e a superação de traumas. É fundamental que homens e mulheres trabalhem juntos para construir uma sociedade mais justa e igualitária, combatendo a violência e promovendo a igualdade de oportunidades.



