Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (18)
Em comemoração aos 160 anos de Ribeirão Preto, a CBN recebeu especialistas para discutir os desafios, planejamentos e o futuro da cidade. O debate contou com a presença de André Lucirton Costa, professor da USP especialista em gestão administrativa, Mônica Oliveira, historiadora e presidente do Conselho Municipal de Cultura, Guilherme Feitosa, diretor do CIESP e FIESP Ribeirão Preto, e Laír Lucésio Júnior, secretário da Casa Civil de Ribeirão Preto.
Planejamento Urbano e Mobilidade
Um dos pontos centrais da discussão foi o planejamento urbano da cidade. André Lucirton Costa discordou da visão de que Ribeirão Preto sofre com a falta de planejamento histórico, destacando a estrutura da cidade em quarteirões e a existência de vias circulares como exemplos de modernidade. Ele mencionou o anel viário, uma estrutura que poucas cidades no Brasil possuem. No entanto, Costa ressaltou que o planejamento não pode ser estático e precisa se adaptar às mudanças da sociedade e da tecnologia. Ele apontou uma lacuna nos últimos anos em adaptar os problemas da cidade a uma visão de futuro, com projetos que não foram implementados.
Saúde e Economia Local
A questão da saúde em Ribeirão Preto também foi abordada. A cidade recebe pacientes de diversas regiões, inclusive de outros estados, que buscam atendimento no Hospital das Clínicas, financiado pelo governo estadual. Foi destacado que o orçamento da USP e do HC juntos se equipara ao da prefeitura de Ribeirão Preto, impulsionando a economia local. No entanto, a saúde básica ainda carece de atenção. Outro ponto levantado foi a concorrência do comércio eletrônico, que afeta o comércio local, um setor muito forte na cidade e região. A necessidade de atrair atividades econômicas para a região e o papel do setor público nesse processo foram enfatizados.
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Região Metropolitana e Visão de Futuro
A criação da região metropolitana de Ribeirão Preto foi vista como um passo fundamental para o desenvolvimento da região. A integração com as cidades vizinhas, como Cravinhos e Jardinópolis, e o aproveitamento do ramal ferroviário para Sertãozinho foram mencionados. A expectativa é que a região metropolitana impulsione o turismo cultural, a gastronomia e o turismo religioso, além de facilitar o planejamento centralizado em áreas como saneamento e transporte. A preocupação é que a região metropolitana não se torne apenas mais uma organização pública ineficiente, mas sim um espaço de inteligência e colaboração entre os municípios.
Olhando para o futuro, os participantes expressaram o desejo de que Ribeirão Preto continue a prosperar economicamente, com mais igualdade e liberdade de proposição. A importância de políticas públicas que partam das necessidades dos cidadãos e de uma gestão pública que valorize a continuidade dos projetos e a participação da sociedade civil foi ressaltada.



