Confira as dicas de especialistas de como encarar de uma forma natural as adversidades da vida
A saúde mental de crianças e adolescentes é um tema preocupante, com estimativas indicando que um em cada quatro ou cinco jovens sofre de transtornos mentais. O suicídio, inclusive, é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, com registros de casos em crianças de apenas 10 anos.
Falar sobre suicídio: um desafio delicado
A discussão sobre suicídio requer sensibilidade e responsabilidade. É crucial falar sobre o tema sem glamorizar o ato, respeitando as famílias enlutadas e evitando simplificações das causas, que são complexas e multifatoriais. A maioria das pessoas que cometem suicídio apresenta algum transtorno mental, reforçando a importância do cuidado com a saúde mental como forma de prevenção.
O papel das redes sociais e a busca por ajuda
As redes sociais, embora possam ser canais para a disseminação de ideias suicidas, também oferecem oportunidades de identificação precoce de comportamentos de risco. Estudos mostram que pessoas com ideação suicida buscam mais informações sobre o tema online. Plataformas digitais também podem ser usadas por adolescentes para expressar sofrimento, permitindo que pais e amigos percebam sinais de alerta. A conscientização sobre o uso responsável das redes e a importância do monitoramento familiar são fundamentais.
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Prevenção e políticas públicas
Existem métodos comprovadamente eficazes para a prevenção do suicídio, que, infelizmente, não são implementados de forma adequada em todos os lugares. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza planos nacionais de prevenção, e muitos países têm demonstrado redução nos índices de suicídio. No entanto, a América Latina e o Brasil ainda enfrentam desafios nesse sentido. Ações como a formação de agentes multiplicadores, a criação de materiais educativos e o investimento em serviços especializados de saúde mental, como o CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil), são cruciais para um atendimento integral e eficaz.
A prevenção do suicídio requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo profissionais de saúde, educadores, famílias e a sociedade como um todo. A conscientização, a busca por ajuda profissional e o apoio a quem sofre são passos essenciais para reduzir o número de tragédias e construir um futuro mais saudável para crianças e adolescentes.



