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Almanaque CBN debate os cuidados com a saúde mental principalmente na juventude

Confira as dicas de especialistas de como encarar de uma forma natural as adversidades da vida
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Confira as dicas de especialistas de como encarar de uma forma natural as adversidades da vida

Confira as dicas de especialistas de como encarar de uma forma natural as adversidades da vida

A infância e a adolescência, muitas vezes consideradas os melhores períodos da vida, também são fases marcadas por desafios e transformações significativas na saúde mental. A complexidade desse período exige atenção especial, pois crianças e jovens enfrentam conflitos emocionais que podem impactar seu desenvolvimento e bem-estar futuro.

Desafios da Saúde Mental na Juventude

A psiquiatra Dra. Tassiana Costa Dias, a professora de enfermagem Kelly Grasiani Vedana e o psicólogo Marcos Vinicius Santos, especialistas em saúde mental, discutem a importância de se abordar abertamente a saúde mental de crianças e adolescentes. Eles destacam o tabu e o estigma que cercam o assunto, dificultando a busca por ajuda em momentos de vulnerabilidade. A adolescência, em particular, é um período de grandes mudanças hormonais e cerebrais, tornando os jovens mais suscetíveis a transtornos como depressão e ansiedade.

Identificação de Sinais de Alerta

Os especialistas enfatizam a importância da observação atenta de mudanças de comportamento em crianças e adolescentes. Sinais como isolamento social, perda de interesse em atividades antes prazerosas, alterações no desenvolvimento e birras excessivas podem indicar problemas de saúde mental. A Dra. Tassiana destaca que a depressão, por exemplo, pode se manifestar na infância, tornando-se mais prevalente na puberdade. Marcos Vinicius reforça a necessidade de criar um ambiente de escuta e diálogo aberto, permitindo que crianças e jovens expressem suas angústias, muitas vezes comunicadas de forma indireta.

O Papel da Família e da Sociedade

A influência familiar é crucial, mas não deve ser vista como a única responsável por problemas de saúde mental. A presença de afeto e apoio familiar é fundamental, independentemente da estrutura familiar. A Kelly destaca o impacto de padrões sociais e midiáticos que podem gerar conflitos de identidade e afetar a saúde mental, especialmente em minorias sexuais e de gênero. A sociedade como um todo tem um papel na desestigmatização da saúde mental, promovendo a conscientização e o acesso a tratamentos adequados. É importante lembrar que os problemas de saúde mental são multifatoriais, envolvendo fatores biológicos, ambientais e genéticos. O tratamento deve ser individualizado, podendo incluir medicação e terapia, e envolver a família e a comunidade.

Em suma, cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes requer atenção, diálogo e um trabalho conjunto de famílias, escolas e sociedade. A desestigmatização do tema e a busca por ajuda profissional são essenciais para garantir o bem-estar e o desenvolvimento pleno dessas faixas etárias.

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