Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (27)
Neste sábado, o programa Manac CBN discutiu a febre amarela e outras doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya. O convidado foi Daniel Araújo, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto.
Vacinação contra Febre Amarela em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, área de risco para febre amarela desde 1992, possui alta cobertura vacinal, com mais de um milhão de doses aplicadas. Apesar disso, a Secretaria Municipal de Saúde mantém estoque de vacinas, mas esclarece que não será utilizada a dose fracionada, procedimento adotado em outras regiões do país onde a campanha de vacinação está em andamento (Grande São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia).
Recomendações e Contraindicações da Vacina
Segundo Araújo, uma dose da vacina é suficiente para imunização vitalícia contra a febre amarela, a partir dos nove meses de idade. A vacina é contraindicada para pessoas com problemas de imunidade (tratamento de câncer, uso de quimioterapia ou imunossupressores, pacientes com HIV sem tratamento adequado) e alergia grave a ovo. Dúvidas sobre a vacinação podem ser esclarecidas no site da Secretaria de Saúde, utilizando o número do Cartão SUS.
Outras Doenças Febris e Preparação da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Saúde também se preocupa com dengue, zika e chikungunya. A dengue já causou epidemias na região, enquanto a chikungunya, apesar de menos prevalente, preocupa devido ao comprometimento articular que pode durar anos. Há estudos em andamento para vacinas contra dengue, zika e chikungunya, mas ainda não há disponibilidade para aplicação em larga escala. A prevenção continua sendo fundamental, com foco no controle dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A Secretaria trabalha em conjunto com outros órgãos da prefeitura para combater os focos de proliferação do mosquito, mas a participação da população é crucial para o sucesso do controle das arboviroses.
A entrevista finaliza com a tranquilização da população em relação à febre amarela em Ribeirão Preto, devido à alta cobertura vacinal e à ausência de casos recentes. A Secretaria Municipal de Saúde monitora a situação e se prepara para eventuais aumentos de casos de dengue, zika e chikungunya nos próximos anos.



