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O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, comemorado em 18 de novembro, serve como alerta para os graves impactos dessa doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool causou mais de 3 milhões de mortes, superando o número de vítimas de Aids, violência e acidentes de trânsito somados.
O que é alcoolismo e seus efeitos?
O alcoolismo, termo frequentemente usado para se referir à dependência do álcool, caracteriza-se pela dificuldade de controlar o consumo, compulsão, aumento da tolerância e consequências sociais e médicas graves. A dependência ao álcool leva à maior tolerância (a pessoa precisa de mais álcool para sentir o mesmo efeito), falta de controle na frequência e intensidade do consumo, e sintomas de abstinência (tremores, aumento da pressão e frequência cardíaca) quando a pessoa fica sem beber. Além da dependência, existem outros níveis de consumo problemático, com impactos na vida do indivíduo.
Tratamento e suporte: o papel da prefeitura, CAPS e Alcoólicos Anônimos
Em Ribeirão Preto, o Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) atende usuários de álcool e outras drogas há 22 anos, oferecendo suporte multidisciplinar. Os pacientes chegam ao CAPS espontaneamente ou por encaminhamento, recebendo atendimento de uma equipe que trabalha nas complicações clínicas, psiquiátricas e sociais decorrentes do alcoolismo. O anonimato é fundamental para os Alcoólicos Anônimos (AA), garantindo segurança e incentivando a participação. A internação é indicada em casos de risco iminente, complicações médicas ou desejo de abstinência rápida, mas é importante lembrar que o alcoolismo é uma doença crônica que requer tratamento contínuo.
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Quebra de vínculos e a busca pela recuperação
A quebra de vínculos familiares, sociais e empregatícios é uma das consequências mais preocupantes do alcoolismo. A doença afeta a capacidade de priorizar relacionamentos saudáveis, substituindo-os pela busca pela substância. A recuperação requer tratamento especializado, suporte familiar e o reconhecimento de que o alcoolismo é uma doença crônica, com possibilidade de recaídas, mas também de recuperação duradoura, como demonstrado pela experiência de um membro dos Alcoólicos Anônimos entrevistado, que celebra 26 anos de sobriedade.



