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O tempo seco persiste há meses, impactando a saúde de crianças e idosos, além de afetar a respiração, a pele e o meio ambiente. A situação se agrava com o desaparecimento de lagoas e a drástica redução do nível dos rios. A umidade relativa do ar na região atingiu níveis alarmantes, comparáveis aos de um deserto.
Umidade em Níveis Críticos
Em Ribeirão Preto, a umidade relativa do ar chegou a atingir 11%, um valor muito abaixo do ideal de 60% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa condição extrema contribui para o aumento de problemas respiratórios e outras complicações de saúde, especialmente em grupos mais vulneráveis.
Aumento de Incêndios e Devastação Ambiental
A persistente estiagem também favorece a ocorrência de incêndios. Embora o número de focos de incêndio esteja ligeiramente acima do registrado no ano anterior, a extensão dos danos é particularmente preocupante. Nesta semana, um incêndio devastou quase metade da mata de Santa Teresa, em Ribeirão Preto. Outras cidades, como Jardinópolis e Orlândia, também registraram incêndios de grandes proporções. A fumaça densa forçou a interdição de rodovias importantes, como a Anhanguera, devido à visibilidade reduzida.
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Impacto na Fauna
Os animais também são vítimas das chamas. Um tamanduá-bandeira, espécie ameaçada de extinção, morreu em Cruz das Posses, distrito de Sertãozinho, após ser atingido pelo fogo. A perda de habitat e a destruição da fauna local representam um grave impacto ambiental.
Os efeitos combinados da seca e dos incêndios representam desafios significativos para a saúde pública e a preservação do meio ambiente.



