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Almanaque CBN discute a reformulação na educação de SP

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reformulação educação SP
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A reformulação da educação no estado de São Paulo tem gerado debates e preocupações. Em entrevista na CBN Ribeirão, a dirigente de ensino Simone Maria Loca e o sociólogo Estevo Martins de Campos abordaram pontos cruciais sobre o tema, buscando esclarecer dúvidas e acalmar os ânimos.

A Fixação dos Professores e a Organização Escolar

Simone Loca discorda da afirmação de que a reformulação levará professores a darem aulas em mais escolas. Segundo ela, a reorganização facilita a fixação do professor em uma única escola, permitindo que se dediquem ao ciclo de ensino que mais lhes agrada. A dirigente exemplifica que muitos professores preferem lecionar no ensino médio, mas acabam dando aulas para os menores devido à estrutura atual das escolas. Com a mudança, esses profissionais poderão expandir suas aulas dentro da própria escola, focando no ensino médio.

Número de Alunos por Sala e Novas Escolas

Em relação ao número de alunos por sala, Simone garante que não há classes com 50 alunos. Ela explica que o cadastro pode apresentar inconsistências devido à permanência de nomes de alunos que já deixaram a escola. Os limites atuais são de 40 alunos no ensino médio, 35 no ciclo 2 (6º ao 9º ano) e 30 no ciclo 1. Além disso, a dirigente destaca a inauguração de quatro novas escolas em Ribeirão Preto e uma em Cravinhos, construídas com verba do governo estadual. Ela ressalta que a migração de alunos para essas novas unidades ocorreu de forma discreta, sem manifestações ou reclamações.

Desafios e Perspectivas para o Futuro

Apesar dos esforços, a dirigente reconhece que a educação ainda enfrenta desafios, como a necessidade de modernização dos prédios escolares e a importância da participação dos pais e da comunidade escolar. Ela destaca que a qualidade do ensino não se resume à infraestrutura, mas também à dedicação dos professores e à atenção dos diretores. O sociólogo Estevo Martins de Campos, por sua vez, enfatiza a importância de um debate democrático e da valorização dos profissionais da educação. Ele critica a política de cortes de gastos na área, que afeta principalmente os mais necessitados.

Em suma, a reformulação da educação em São Paulo é um tema complexo, que exige diálogo e colaboração entre todos os envolvidos. A expectativa é que as mudanças tragam benefícios para alunos e professores, promovendo um ensino de qualidade e uma educação mais justa e igualitária.

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