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Almanaque CBN discute a tradição do Natal

Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (19)
tradição do Natal
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Olá! Hoje, vamos mergulhar em uma reflexão sobre o Natal, o nascimento de Jesus Cristo, e a situação do cristianismo no mundo, com insights de Frei Mauro, representante da Igreja Católica, e do teólogo e sociólogo Baldo Silveira. Abordaremos a tolerância religiosa e o fundamentalismo, aprofundando a discussão sobre as divisões que levam à violência em nome da fé.

A Essência do Islã e a Intolerância Religiosa

Franci Rose, professora do Departamento de Psicologia da USP e coordenadora do grupo de antropologia do contexto islâmico e árabe, nos ajuda a entender os conflitos transmitidos pela mídia. Ela enfatiza que esses conflitos não representam a essência do Islã, uma religião que significa paz e respeito às escrituras sagradas. Para os muçulmanos, Jesus é um profeta importante, e a falta de conhecimento da religião leva a interpretações desvirtuadas. O Corão é claro: não há compulsão na religião. Atos violentos não são islâmicos e não representam os muçulmanos no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

Preconceito e a Resiliência Muçulmana

A professora Franci Rose destaca que os muçulmanos enfrentam preconceito, mas estão cada vez mais preparados para ensinar sobre sua religião. Mulheres que usam lenço, por exemplo, sofrem represálias, como dificuldades em conseguir emprego. No entanto, a comunidade muçulmana se fortaleceu, e o Corão ensina que na diversidade reside a facilidade. A diversidade traz conhecimento, paz e uma forma de praticar a religião.

Radicalismo e a Visão da Religião

Grupos radicais, que cometem crimes em nome da religião, não conhecem de fato a religião que professam. Há discussões políticas e econômicas por trás desses grupos. É importante não rotular o muçulmano sempre que atrocidades acontecem. No Brasil, os muçulmanos veem Jesus Cristo como um profeta importante, filho de Maria, concebido virgem. Maria é um exemplo para as mulheres muçulmanas. No entanto, Jesus não é considerado filho de Deus. O Natal não tem um significado religioso para os muçulmanos, que celebram o Aide de Fitr e o Aide Adhará.

O diálogo inter-religioso, o conhecimento e o respeito são fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica. Conhecer o outro é o primeiro passo para amar e respeitar as diferenças.

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