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Almanaque CBN discute as medidas na política dos combustíveis

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política dos combustíveis
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O setor sucroenergético brasileiro tem passado por transformações significativas, impulsionadas por mudanças regulatórias e a busca por alternativas energéticas mais sustentáveis. Uma entrevista recente com Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente do 6br, revelou perspectivas importantes sobre o futuro do setor, com foco na biomassa, na energia gerada a partir do bagaço da cana-de-açúcar e nos desafios e oportunidades que se apresentam.

O Potencial da Biomassa e a Geração de Energia

A biomassa da cana-de-açúcar surge como uma alternativa promissora para a geração de energia no Brasil. Apesar de, em 2014, representar apenas 4% da energia consumida no país, há um potencial enorme para aumentar essa participação, possivelmente atingindo 15% a 16% do consumo nacional. Atualmente, menos de 40% das usinas no Brasil geram energia elétrica, mesmo sendo este um dos negócios mais rentáveis para elas. A dificuldade reside em problemas de conexão e entraves burocráticos, que podem representar até 30% do valor do investimento.

Iniciativas Governamentais e Parcerias Estratégicas

O governo do estado de São Paulo tem demonstrado interesse em impulsionar a geração de energia a partir da biomassa da cana, com a CESP (Companhia Energética de São Paulo) buscando se tornar uma geradora, e não apenas compradora, dessa energia. A ideia é que a CESP estabeleça parcerias com usinas, investindo em equipamentos e infraestrutura, como caldeiras e turbinas, em troca do fornecimento de bagaço. Essa iniciativa visa melhorar a eficiência energética das usinas, reduzir custos de produção e aumentar a competitividade do setor.

Desafios e Perspectivas para o Setor Sucroenergético

Apesar dos avanços, o setor sucroenergético ainda enfrenta desafios, como a necessidade de regras claras e incentivos para atrair investimentos. A falta de previsibilidade e os entraves burocráticos podem desestimular os empresários a investir na geração de energia a partir da biomassa. Além disso, a crise econômica e a perda de empregos no setor exigem medidas de recuperação a longo prazo, como o desenvolvimento de novas tecnologias e variedades de cana, além do etanol de segunda geração.

O futuro do setor sucroenergético parece promissor, com a biomassa da cana-de-açúcar desempenhando um papel cada vez mais importante na matriz energética brasileira. As iniciativas governamentais e as parcerias estratégicas entre empresas e usinas podem impulsionar o desenvolvimento do setor, gerando benefícios para a economia, o meio ambiente e o consumidor.

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