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Ribeirão Preto enfrenta desafios na gestão de seus recursos hídricos, com o foco na utilização do Aquífero Guarani. O Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP) opera atualmente 109 poços artesianos para abastecer a cidade, extraindo água desse importante manancial subterrâneo.
A Eficiência da Distribuição e o Desperdício
Segundo o Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica (DAEE), o número de poços operados pelo DAERP é excessivo. O DAEE estima que 60 poços seriam suficientes se a distribuição de água fosse otimizada e livre de falhas estruturais. A ineficiência na distribuição resulta em um desperdício alarmante, com mais de 30% da água captada do Aquífero Guarani sendo perdida.
Poços Particulares e a Necessidade de Controle
Além da captação realizada pelo DAERP, existem mais de 400 poços particulares em Ribeirão Preto, localizados em condomínios, chácaras, escolas, hospitais e empresas. A falta de controle sobre a vazão desses poços é uma preocupação, e a prefeitura defende que os proprietários desses poços também devem ser responsabilizados pelo uso consciente da água. Soma-se a isso a estimativa de 300 bombas clandestinas operando na cidade, captando água sem a devida autorização.
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O Nível do Aquífero e a Urgência de Ação
Um estudo da USP de São Carlos revelou que o nível do Aquífero Guarani em Ribeirão Preto diminuiu 70 metros nos últimos 80 anos, com um declínio mais acentuado na última década, atingindo uma média de 1 metro por ano. A taxa de extração de água supera a capacidade de reposição do aquífero, exigindo medidas urgentes. O DAERP, o DAEE, a Soderma, a Cetésb e a Prefeitura manifestam a intenção de trabalhar em conjunto para garantir a sustentabilidade da fonte hídrica.
A colaboração entre os órgãos competentes e a conscientização da população são cruciais para assegurar a disponibilidade de água para as futuras gerações.



