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Almanaque CBN discute o momento do setor sucroenergético

Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (29)
setor sucroenergético
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O programa de hoje contou com a participação de Manoel Ortolã, presidente da Orplana, José Carlos de Lima Jr., colunista de agronegócio da CBN Ribeirão e professor universitário, e José Guilherme Nogueira, superintendente da Socicana. Os convidados discutiram a situação atual do agronegócio na região, com foco no setor sucroenergético.

Crise no Setor Sucroenergético: Causas e Consequências

José Carlos de Lima Jr. destacou que o setor sucroenergético tem enfrentado dificuldades desde a crise de 2008, com perdas de atividade produtiva e fechamento de postos de trabalho. Ele apontou a intervenção governamental nos preços da gasolina como um fator que onerou o setor, prejudicando a competitividade do etanol. Manoel Ortolã complementou, lembrando o fim da CIDE, que tributava a gasolina, como outro golpe para o etanol.

Dificuldades dos Produtores e Fornecedores de Cana

José Guilherme Nogueira descreveu a crise como “fabricada”, mencionando fatores macroeconômicos como o aumento da taxa de juros e problemas climáticos que afetam a produção de cana. Ele ressaltou a baixa previsibilidade para os produtores e a indústria, além do surgimento de novas pragas nos canaviais. Nogueira também criticou a intervenção governamental, especialmente a retirada da CIDE, que gerou um grande impacto financeiro nas usinas e nos produtores.

Crédito Escasso e a Busca por Soluções

A escassez de crédito no mercado foi apontada como um problema crucial. José Carlos explicou que o descasamento entre receita e despesa no agronegócio torna o crédito essencial para o investimento na produção. A ausência de crédito e as altas taxas de juros dificultam a situação dos produtores. Manoel mencionou a importância da cogeração de energia como uma alternativa para o setor, mas ressaltou a necessidade de políticas governamentais consistentes para valorizar o etanol e a biomassa.

Políticas de Estado vs. Políticas de Governo

José Carlos enfatizou a carência de políticas de Estado para o agronegócio, em contraposição às políticas de governo de curto prazo. Ele citou a criação da Embrapa em 1973 como a última política de Estado efetiva para o setor. A falta de políticas de longo prazo e a instabilidade do mercado geraram um ciclo de investimentos e fechamentos de usinas. Os participantes mencionaram algumas medidas recentes que trouxeram alívio ao setor, como a volta da CIDE e o aumento da mistura de etanol na gasolina, mas ressaltaram a necessidade de políticas mais efetivas e duradouras para garantir o futuro do agronegócio.

Apesar dos desafios, o setor busca alternativas e aguarda definições governamentais que incentivem o investimento e valorizem os benefícios do etanol para a economia e o meio ambiente.

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