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Almanaque CBN discute os principais desafios do próximo governo

Ouça o segundo bloco do programa deste sábado 1º
desafios próximo governo
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Os desafios enfrentados pela Presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato foram tema de discussão no programa Manac CBN. Especialistas em política educacional e economia compartilharam suas perspectivas sobre os obstáculos e possíveis soluções para o país.

O Legado do Estímulo ao Consumo

No primeiro mandato, o governo Dilma apostou no estímulo ao consumo como motor da economia. Essa estratégia, embora eficaz no início, mostrou sinais de esgotamento. A concessão de isenções fiscais, por exemplo, gerou uma perda de receita que impactou programas sociais essenciais, como a educação. O Brasil enfrenta uma carência enorme de recursos e desafios gigantescos, o que exige um planejamento estratégico para priorizar investimentos e evitar medidas de curto prazo com reflexos negativos.

Organização das Finanças Públicas e Justiça Tributária

Um dos maiores desafios para o novo mandato é a organização das finanças públicas. A perda do grau de investimento dificulta a atração de recursos externos, essenciais para o crescimento do país. É crucial repensar a política de desonerações fiscais e buscar um sistema tributário mais justo, que não onere excessivamente o consumo e, consequentemente, a população mais pobre. A experiência de países como a China, que atraiu investimentos estrangeiros através de um planejamento estratégico, serve de inspiração.

Investimento em Educação e Controle Social

A educação deve ser tratada como um investimento prioritário, e não como um gasto. É fundamental garantir um padrão mínimo de qualidade para todas as escolas do país, com bibliotecas, laboratórios e professores qualificados. A criação do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) é um passo importante nessa direção. No entanto, é imprescindível fortalecer o controle social sobre a aplicação dos recursos, com a participação da comunidade na fiscalização e definição de prioridades. A experiência de orçamentos participativos, como no Rio Grande do Sul, demonstra o potencial da participação popular na gestão pública.

A superação dos desafios exige um planejamento estratégico, transparência na gestão dos recursos públicos e a participação ativa da sociedade na definição de prioridades.

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