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Almanaque CBN fala da violência contra a mulher

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Violência contra a mulher
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A violência contra a mulher é um problema complexo e multifacetado que permeia a sociedade brasileira. Para compreendermos melhor essa questão e as formas de combatê-la, conversamos com especialistas da área. Este artigo busca trazer clareza sobre a tipificação da violência, os caminhos para buscar ajuda e a importância da conscientização.

A Tipificação da Violência Contra a Mulher

É fundamental que as mulheres identifiquem as diferentes formas de violência, que vão além da agressão física e sexual. A violência psicológica, por exemplo, pode ser tão ou mais danosa, fragilizando a mulher e culminando em agressões físicas. Palavras depreciativas, humilhações e a constante desvalorização podem deixar marcas profundas, muitas vezes maiores do que as físicas. A conscientização sobre essas formas de violência é o primeiro passo para que a mulher possa se fortalecer e buscar ajuda.

Como Pedir Ajuda e o Amparo da Justiça

A Lei Maria da Penha, que completou 10 anos em 2016, é um importante instrumento de amparo à mulher vítima de violência. Ela tipifica diversos tipos de violência, como física, psicológica, sexual, moral e patrimonial. O primeiro passo para a mulher agredida é denunciar, buscando uma delegacia da mulher para registrar um boletim de ocorrência. É importante ressaltar que, infelizmente, muitas vezes a vítima enfrenta preconceito e descrédito por parte dos profissionais, sendo revitimizada. A capacitação dos profissionais de saúde e segurança pública é essencial para garantir um atendimento adequado e acolhedor. A rede de serviços prevista na Lei Maria da Penha oferece amparo à mulher, mas é crucial que ela tenha a coragem de denunciar.

O Atendimento às Vítimas e a Culpabilização

No atendimento às vítimas de violência, é comum que a mulher se sinta culpada pela agressão sofrida. A sociedade machista frequentemente busca justificativas para a violência, culpabilizando a vítima. É fundamental que os profissionais de saúde e assistência social acolham a mulher sem julgamentos, fortalecendo sua autonomia e permitindo que ela tome decisões livres sobre sua vida. O objetivo não é impor que ela deixe o companheiro, mas sim oferecer suporte para que ela possa se organizar e decidir o que é melhor para si. A falta de preparo das equipes de atendimento e a visão da violência como uma questão meramente policial dificultam o acolhimento e o apoio à mulher.

A conscientização sobre os diferentes tipos de violência, o acesso à informação sobre os direitos da mulher e a importância do acolhimento e do apoio são passos essenciais para combater esse grave problema social.

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