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As alergias, um tema cada vez mais relevante, afetam uma parcela significativa da população. Neste artigo, exploraremos as diversas facetas das alergias, desde as causas até os tratamentos disponíveis, com a participação de especialistas da área.
Alergia a Medicamentos: Um Alerta Crescente
A alergia a medicamentos é uma realidade que merece atenção, tanto da população quanto dos profissionais de saúde. Essa condição está em ascensão, afetando principalmente adultos e idosos, embora também possa ocorrer em crianças. Anti-inflamatórios comuns, como a dipirona e o diclofenaco, são frequentemente associados a reações alérgicas. Os sintomas variam desde manifestações cutâneas, como angioedema (inchaço dos lábios e pálpebras) e urticária (placas vermelhas com coceira), até problemas respiratórios e, em casos graves, anafilaxia, que representa risco de vida.
Um exemplo ilustrativo é o de uma paciente que sofria de urticária deformante e angioedema, sem que a causa fosse identificada. Após investigação, descobriu-se que o uso diário de um medicamento para enxaqueca era o responsável pelas crises. A suspensão do medicamento resultou na melhora da qualidade de vida da paciente.
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Alergias Cutâneas: Urticária e Dermatite
As alergias cutâneas, como a urticária (aguda ou crônica) e a dermatite (atópica ou de contato), são condições comuns que muitas vezes carecem do devido reconhecimento. A urticária aguda, com duração inferior a seis semanas, pode ser desencadeada por picadas de insetos, alimentos ou medicamentos. Já a urticária crônica, que persiste por mais de seis semanas, requer uma investigação diagnóstica mais aprofundada, pois pode estar associada a doenças autoimunes ou problemas de tireoide.
A dermatite atópica, comum em bebês, manifesta-se por lesões eczematosas nas dobras da pele e no rosto. Em adultos, pode causar descamação e coceira intensa. A investigação alérgica é fundamental para identificar fatores que agravam a condição, como alimentos ou alérgenos ambientais.
A Influência da Exposição e da Genética
A exposição frequente a medicamentos, muitas vezes por automedicação, pode aumentar o risco de sensibilização e alergia. Além disso, a predisposição genética desempenha um papel importante. A genética pode aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver alergias, e a exposição a determinados compostos pode desencadear os sintomas.
No caso de picadas de insetos, as reações podem ser tóxicas (devido ao veneno) ou alérgicas (devido a proteínas no veneno). Reações alérgicas graves, como a anafilaxia, são raras, mas podem ser fatais. Felizmente, existe tratamento para dessensibilizar o paciente ao veneno do inseto, com alta taxa de eficácia.
Em resumo, o reconhecimento e a investigação das alergias são cruciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A busca por um alergista é fundamental para identificar as causas e definir o tratamento adequado.



