Ouça o segundo bloco do programa que foi ao ar neste sábado (15)
Neste sábado, 15 de setembro de 2018, o programa Almanac discutiu o Plano Municipal de Educação de Ribeirão Preto e os desafios enfrentados na educação local. A discussão contou com a participação de Luciana Rodrigues Silva, secretária da Educação, e Patrícia Manzoli, socióloga e professora de pedagogia.
Combate ao Bullying nas Escolas
O programa abordou relatos de mães sobre o bullying sofrido por seus filhos em escolas públicas. Uma mãe, Clarice Moreira, relatou a dificuldade em lidar com a situação, apesar de ter comunicado a direção da escola. Patrícia Manzoli destacou a importância de um olhar atento às diferenças e a necessidade de um trabalho conjunto entre poder público, famílias e escolas para combater o bullying, enfatizando que o preconceito é aprendido e não inato. A especialista sugeriu a utilização de dinâmicas em sala de aula para trabalhar a ética e a empatia entre os alunos.
Plano Municipal de Educação: Suspensão e Implicações
Uma liminar judicial suspendeu as alterações feitas no Plano Municipal de Educação de 2015, obrigando a prefeitura a apresentar um novo projeto em 60 dias, sob pena de multa. A secretária Luciana Silva explicou que o plano, construído desde 2007, passou por revisões para torná-lo executável dentro das limitações orçamentárias. A suspensão gerou um debate acalorado, com questionamentos sobre a viabilidade financeira do plano original e a necessidade de conciliar ideais com a realidade orçamentária do município. Patrícia Manzoli ressaltou a importância de um plano municipal para nortear as ações educacionais, regionalizando as demandas e buscando recursos federais.
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A Busca por um Plano Viável
A secretária de Educação defendeu as mudanças propostas, argumentando que a gestão democrática nas escolas já estava sendo implementada, sem a necessidade de esperar pela aprovação do plano. O promotor Naum Felca, do Geduq (Grupo de Atuação Especial de Educação), criticou a falta de participação da comunidade e dos profissionais da educação nas alterações, alegando violação da legislação. A secretária afirmou que a prefeitura respeita a decisão judicial e que o jurídico está analisando os próximos passos, buscando um plano que atenda às necessidades da comunidade e seja viável financeiramente. A urgência na aprovação do plano foi enfatizada, considerando que Ribeirão Preto é um dos poucos municípios do estado sem um plano municipal de educação.



