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A discussão sobre a instalação de estações de ônibus nas proximidades da Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto tem gerado debates acalorados, envolvendo diversos setores da sociedade. Este artigo busca apresentar os principais pontos de vista e os desafios enfrentados na busca por uma solução que atenda tanto às necessidades de mobilidade urbana quanto à preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade.
O Estudo Técnico e a Escolha da Localização
Segundo José Mauro de Araújo, diretor da Transerp, a escolha da Praça das Bandeiras e da Praça da Catedral para abrigar as estações foi resultado de um estudo técnico abrangente, realizado durante o processo de concessão pública. Ele esclarece que, na verdade, a Catedral não será um terminal, mas sim uma substituição dos abrigos existentes por estruturas de melhor qualidade e conforto para os usuários. O objetivo principal é proporcionar maior segurança e proteção aos passageiros, especialmente em dias de chuva.
Visão da Igreja e Planejamento Futuro
Renaldo Lapatio, analista de transporte da Transerp, ressalta que o projeto é muito mais amplo do que apenas as plataformas na Praça das Bandeiras. Ele explica que a demanda na área central será atendida também pelo Terminal Jerônimo Gonçalves, próximo à rodoviária, e por um terminal central projetado para a Rua Mariana Junqueira. Com a operação desses novos terminais, haverá uma redistribuição tanto de usuários quanto de linhas de ônibus, o que poderá até reduzir o número de linhas na área da Catedral. Lapatio enfatiza que a tendência é que os usuários utilizem locais mais próximos de seus destinos e que ofereçam melhores condições de conforto e segurança.
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A Comissão Especial de Estudos e a Preservação do Patrimônio
O vereador Rodrigo Simões, presidente da Comissão Especial de Estudos, destaca que a Catedral possui um laudo elaborado pela Falcon Bauer, que aponta problemas estruturais agravados pela trepidação causada pelo trânsito. Ele enfatiza que a Catedral é um patrimônio histórico e cultural que pertence a toda a população de Ribeirão Preto e que, portanto, deve ser preservado. A Comissão sugere que a prefeitura considere a Praça Carlos Gomes como alternativa para a instalação das estações, já que o local já serviu como terminal central no passado. Simões ressalta que as grandes capitais mundiais respeitam a história, a tradição e o patrimônio, e que Ribeirão Preto deve seguir esse exemplo.
Em suma, a busca por um consenso entre as necessidades de mobilidade urbana e a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade continua sendo um desafio complexo, que exige diálogo e colaboração entre todos os setores da sociedade.



